terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O TRIBAL NO BRASIL - JHADE SHARIF

O TRIBAL NO BRASIL - JHADE SHARIF

"Posso dizer que minha única mestra de dança foi Yasmin Anukit e a dela devo meu amor e principalmente respeito à Arte a qual me dedico. Me sinto feliz em tê-la tido como professora e confesso que dei sorte, pois na época que comecei a aprender eram poucas as mulheres que se dedicavam à esta Dança.


É claro que fiz inúmeros curso de dança, de movimento, de anatomia, porém mergulhei fundo nos ensinamentos de Yasmin porque na minha visão, a Dança é um verdadeiro caminho espiritual. Cultivo o respeito aos mestres, porque eles fornecem sua energia para nós, doam parte de suas vidas em prool da sabedoria.

Sempre gostei de animais, e queria ser veterinária, mas na última hora, parti para a Biologia. Sou pós-graduada pela Universidade Santa Úrsula, e como boa taurina, amo a terra, a vida, as cavernas, o mar, a Arte e os trabalhos manuais: desenho e pintura a óleo, aquarela e pintura em seda e ainda gosto de escrever pequenas poesias. Acho que faz parte da natureza humana estar em contato com as outras expressões da natureza e para mim o contato com a vida do planeta faz parte natural do processo da vida.

Comecei a dançar pequena, como tantas outras menininhas no ballet. Mas acho que não levava muito jeito para a coisa, (aquelas piruetas ao longo da sala acabavam comigo...).

Bem, muito tempo depois vi a tal da Dança do Ventre na TV, passei a colecionar fragmentos das apresentações: eu deixava uma fita preparada no vídeo e quando aparecia dança, um beduíno, um camelinho sequer, eu GRAVAVA! Fiz duas fitas de vídeos só com os 'pedacinhos de dança' ou de coisas relacionadas. Vários pedacinhos!!!

Tinha uma amiga que tinha uma única fita cassete com música árabe, a qual fiz uma cópia e ouvi até gastar (literalmente) e finalmente um dia resolvi procurar alguém que me ensinasse dançar corretamente. Isso foi em 1995.

Sai daquela aula transformada! Me sentindo linda, maravilhosa e com um poder formidável! Mas as aulas seguintes não foram fáceis, eu tentava fazer os movimentos e não conseguia, eu ria, ria desesperada (lembro-me que eu parecia um "patinho feio" perdido na sala de aula), mas insisti, não desisti, permaneci lá firme-e-forte.

Estudei a Dança todos os dias, alguns movimentos fáceis, outros dificílimos, mas sem nunca desistir. Conto várias vezes que demorei uma semana para conseguir fazer o "oito para baixo", treinando duas horas por dia, até finalmente conseguir. Era muito, e ainda sou, muito dedicada em um pouco perfeccionista demais, mas quando eu gosto de alguma coisa eu estudo com prazer.

Assim, com esta nova transformação, vislumbrei um universo!
Me aprimorei, me tornei professora e passei a ensinar o que aprendi. Realizei cursos e ministrei inúmeras palestras sobre auto-estima, feminilidade, dança e história oriental.



Eu também amava meus trabalho com comunicação e artes gráficas, mas foi a dança que me deu alguma esperança e um rumo a seguir, porque sempre fui conectada com os poderes femininos e dos antigos cultos á Deusa. Adoro o poder criativo em atividade e sempre busco a chance de poder "passar" às minhas alunas estes "poderes" ancestrais, assim como minha mestra passou esta energia à mim através da dança e que, definitivamente me tirou da vida comum.

Com o tempo surgiu uma vontade e uma certeza: que a dança feminina precisava de um recanto só dela. Um local tranquilo, onde não tenha pessoas em suas malhas de ginástica, pesos e música de malhação para aflorar. Sempre tive esta certeza dentro de mim. A dança merece e deve ter um "templo". Depois de muito tempo surgiu a oportunidade para criar meu meu próprio espaço, acho que de alguma forma, foi um mérito conseguido e um grande oportunidade de criar uma nova realidade em minha vida.

Asmahan foi uma cantora muito famosa. Sua origem nobre, como princesa druza, me remeteu à nobreza da mulher elegante e forte e por isso gostei que seu nome fosse colocado na escola. Seria algo como Asmahan - pequena preciosidade do oriente, uma jóia incrustada na cidade caótica. Um lugar para que a dança atuasse em sua plenitude sobre o corpo feminino, conectando com o que há de mais puro e assim sagrado dentro nós: os poderes ocultos do ventre. Eles estão em nós, clamando para serem acordados. Somos criadoras do nosso mundo, com nossos pensamentos.

A Dança traz dignidade e respeito próprio, resgando os valores humanos. Dançar dá ao corpo elegância, agilidade e reflexo motor." Jhade

Texto copiado de seu site: http://www.jhadesharif.com/bio

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