sexta-feira, 23 de maio de 2014

BAILARINA - MARIA CARVALHO


"Onde você vai com tanta pressa?

Refletindo sobre a dinâmica de nosso dia-a-dia, observo que a rotina que nos aflige e esmaga sonhos se encontra impregnada na dança. Há uma urgência em evoluir, crescer, se tornar visível, como disse Oswaldo Montenegro, parece que todos almejam a fama e em alguns anos não haverá ninguém para aplaudir, estarão no palco. Pois bem, ter objetivos definidos é essencial para se trilhar um caminho que chegue à almejada “casa de doces”, mas se deliciar com as flores da travessia também.

Quando identifiquei os reflexos da Tribal em minha vida, percebi que uma guinada necessitava ser adotada, urgia tratar a dança com devoção, respeito e dedicação. Estudar os fundamentos, saber o porquê daquela posição, o sentido de se fazer o que se faz passou a ser tão importante quanto dançar, afinal uma coisa está umbilicalmente ligada a outra. Assisti diversos DVD´s, sempre desejando mais, sedenta de tudo que pudesse me auxiliar nesta busca frenética, o tempo, sempre ele, governando nossos passos, até que encontrei uma antiga entrevista de Masha Archer, que se apresentava com o San Francisco Classic Dance Troupe, onde ela explicava o figurino e como via a dança que desenvolvia com seu grupo. Esta entrevista, e tantas outras de Nericcio, foram um divisor de águas, a compreensão de se respeitar o nosso tempo e sedimentar os fundamentos apaziguou a urgência do imediatismo.
Maria Carvalho - A dança me cura! Qdo encarno essa entidade que me habita me sinto livre...


É comum vermos pessoas fazendo uma aula de sua modalidade preferida e sair para difundir à outras bailarinas, sem qualquer preocupação com o conhecimento e a responsabilidade que estão agregados ao ofícios de ensinar. Algo preocupante, afinal respeitar a arte é pressuposto basilar para extrair dela sua real essência. Há, ainda, a bailarina-relâmpago, que faz meia dúzia de aulas e se julga estar apta para o intermediário, quiçá avançado e mais uma vez me vem à mente os ensinamentos da Nave-mãe: respeitar seus limites, seu corpo, seu mestres, os iniciantes e os amadurecidos.

Minha alma se expressando!

O corpo demanda certo tempo para assimilar movimentos e reproduzi-los, a repetição auxilia esse processo, tudo estará em fino acordo com o grau de comprometimento de cada um, a dança está aí, onde se irá com ela é uma questão de arrebatamento e vontade. O Caminho é longo, apreciar a iniciante que começa seus estudos com a paixão do primeiro amor se faz tão importante quanto admirar o Carvalho maduro, firme e exuberante. Lembrando que, nunca se dançará igual a mestra, mesmo que seja técnica similar, afinal a dança é pessoal, única, um DNA que vem carimbado com sua essência e verdade.

Tempo...tempo....tempo que esteja ao nosso lado, posto que a dança está no fi-o-fó da alma."

Super xeros. Maria

Maria Carvalho - As mulheres da minha vida, mamãe com 62 anos e Marina com 5 anos! 
Orgulho, amor e admiração.

** Material enviado por Maria Carvalho para este Blog para publicação e divulgação. 
Dando ao Blog Nossa Tribo & Nossa Dança o direito de divulgar sua imagem, escritos e vídeos. **


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