segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ENTREVISTAS - PAULA BRAZ

AERITH entrevista PAULA BRAZ
Texto extraído do Blog:
http://aerithtribalfusion.blogspot.com.br/2014/08/entrevista-29-paula-braz.html
BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre/tribal. Como tudo começou para você?  Meu primeiro contato com a dança foi logo enquanto criança. Sempre gostei de dançar, mas até os 21 anos ela esteve presente na minha vida de maneira bem informal, como hobbie, nada mais. Entretanto, tenho uma relação simbiótica com a música! Aos 7 anos comecei a tocar piano e estudei música clássica por 10 anos pensando sempre que seguiria carreira enquanto musicista. Por muitos motivos decidi estudar Arte Educação e foi na faculdade, por obrigação, que voltei a dançar. E foi então que meu caso de amor com a dança começou de verdade.

Na faculdade descobri a Dança do Ventre e fui super envolvida por ela! Fazia aula 3 vezes por semana e por 3 anos mantive esse ritmo até alcançar o profissional e começar a me preparar para a prova da Khan el Khalili. Foi quando descobri o The Indigo, através de um dos dvds doBellydance Superstars, no início de 2006. Minha professora, Dandara Kali, viu em mim uma afinidade maior com o Tribal e me estimulou muito a seguir o caminho desta dança. Então em um de seus espetáculos, deu à mim e Ellen Paes, também aluna de Dandara na época, a missão de montarmos um trabalho sob o estilo Tribal. Assim nascia o embrião do que viria a ser a Companhia Shaman Tribal.

BLOG: Quais foram as professoras que mais marcaram no seu aprendizado e por quê? 
Em primeira instância, a professora mais importante que tive foi Teodora Alves, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Ela me ensinou a entender a dança enquanto linguagem expressiva e a entender o meu corpo enquanto campo expressivo. Cruzando as fronteiras estilísticas da dança me ensinou a existir com meu corpo todo e não apenas com minha mente. Foi revolucionário na minha vida, tenho muito a agradecer a ela. Ainda na UFRN, o professor Maurício Motta me apresentou o Teatro-dança e como podemos utilizar técnicas do teatro na dança. Minha maneira de pensar a dança esta muito influenciada por estes dois grandes mestres e em meu trabalho enquanto artista é possível reconhecê-los.

Dandara Kali foi a professora que me ensinou a amar e respeitar a dança do ventre enquanto arte. Ela sempre lidou com a dança do ventre de maneira muito similar a que nós, tribalistas, lidamos com a dança tribal, de maneira devocional, ritualística e muito, muito respeitosa. Além disso, foi a professora que me estimulou a estudar o Tribal e me dedicar à ele mesmo que isso significasse abandonar a dança do ventre.
Enquanto tribalista estudei com muitas grandes profissionais brasileiras e estrangeiras e gostaria de poder me estender e citar todas elas pois a sua maneira, cada uma delas contribuiu para meu crescimento e amadurecimento profissional. Entre elas, devo citar Shaide Halim, precursora do estilo no país que me trouxe bases importantes; além de apresentar-me e à companhia Shaman o Tribal Brasileiro - pelo qual já estávamos nos aventurando na época, mas sem muita consciência do que estávamos fazendo e quantas eram nossas possibilidades! Sharon Kihara foi de extrema importância, pois elucidou muitas questões visto que foi a primeira americana a ensinar o estilo em nosso país. Ariellah Aflalo foi quem me mostrou que era possível misturar as técnicas aprendidas no teatro-dança ao tribal e ousar em relação a isso. Mira Betz foi e é provavelmente sempre será a mestra das mestras para mim, ela é a somatória de todos os mestres que citei acima e, em suas aulas, me sinto desafiada, provocada e retirada de minha zona de conforto; ela é realmente muito importante para mim enquanto eterna aprendiz que sou. Tjarda van StratemHeather Stants foram as professoras pelas quais conclui minha ótica sobre os laços entre o existencialismo, a dança contemporânea, o teatro-dança e o Tribal Fusion. 

Rachel Brice e Carolena Nericcio foram as professoras que sedimentaram minha ótica sobre o Tribal Fusion e a importância de respeitarmos e celebrarmos nossas origens.

BLOG: Deixe um recado para os leitores do blog.
Em respeito as minhas mestras quero fazer 3 citações:

"Um grupo de mulheres muito poderosas, fazendo algo que é muito poderoso, juntas." (definição do que é Tribal Fusion por Sharon Kihara)

"Respeite suas origens, respeite suas mestras, respeite aquelas que vieram antes de você, e dessa forma, você receberá respeito daqueles a quem ensinar".  (Rachel Brice)

"Muitos artistas continuam a criar e expandir este estilo, empurrando as fronteiras da dança do ventre com sua teatralidade, escolha musical, figurino e seleção local. O Tribal Fusion continua a estar em um estado de evolução.”
(Heather Stants)


ENTREVISTA COMPLETA COM VÍDEOS: 
http://aerithtribalfusion.blogspot.com.br/2014/08/entrevista-29-paula-braz.html
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