quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

TALVEZ...

Talvez o que ainda muito atrapalhe o entendimento do termo "Dança Tribal", sem nos atermos as divisões e subdivisões, é que a maioria das pessoas que não conhece nada sobre o estilo, quando ouve a palavra "tribal", diretamente relaciona com algo "primitivo", "selvagem".

Muitas vezes, nem a nova bailarina percebe que o termo Dança Tribal refere-se a "tribo", "núcleo", "pequeno grupo", talvez por desconhecer a história e a linhagem da dança, muitas vezes por ter se encantado pelo estilo tão diferente, pelo figurino, pela música, não percebe a sutileza do termo.

A essência da nossa dança é o grupo


É a troca que um grupo de pessoas faz, o quanto crescem e aprendem juntas. O quanto aparam arestas por um objetivo comum, o quanto aprendem sobre si, sobre os outros, sobre limites, sobre respeito, sobre amor, sobre gratidão.
Viver em tribo é viver em sociedade.

Dançar em tribo é dançar em sociedade.


É fazer concessões, ouvir opiniões contrárias, mas também aprender a dizer seu ponto de vista, é apertar seus horários para conseguir encaixar no horário dos outros, é respeitar um ponto de vista diferente do seu, pelo bem comum. É poder fazer escolhas, erros, poder mudar de opinião. Direitos e deveres.

É estar exposta a toda beleza do mundo, e suas mazelas também, afinal somos todos humanos (ainda bem!) e tudo se repete dia após dia, debaixo do céu.

Talvez, esta tal de "Dança Tribal" que eu venho tentando dar um nome, é bem maior que um conjunto de passos determinados por este ou aquele estilo, ensinados por este ou aquele mestre.

Talvez, esta "Dança Tribal" que habita em mim, é um modo de vida.

Talvez...

Carine Würch
21/jan/2015