quarta-feira, 19 de agosto de 2015

HISTÓRIA DO TRIBAL - PARTE 3

Tema: Tribal Fusion - Por Rebeca Piñeiro
Matéria exclusiva para Revista Shimmie Ampliando Conceitos 

O ATS® começou a ficar muito popular pela cidade de São Francisco e passou a ter muitas seguidoras, entre elas estava Jill Parker, que estudou com Carolena Nericcio por muitos anos e integrou o grupo FCBD®, fazendo parte de seus primeiros passos até se tornar popular. Jill Parker, ao sair do FCBD® criou seu próprio grupo, o Ultra Gypsy que era baseado em improviso coordenado em grupo e aproveitava regras de formações e repertório de passos do estilo ATS®. Foi aqui que as primeiras mudanças começaram a surgir pois Jill Parker passou a modificar passos, músicas e a adaptar o ATS® para a personalidade de seu grupo. A principio sua estética era bem próxima ao estilo criado por Carolena Nericcio e com o tempo o grupo de Jill Parker desenvolveu seu próprio estilo. Eram integrantes do Ultra Gypsy duas dançarinas hoje conceituadas e reconhecidas internacionalmente, são elas: Frédérique (Lady Fred) que contribuiu com a inserção da música eletrônica substituindo a folclórica e Rachel Brice, conhecida como a grande divulgadora do estilo pelo mundo por ter sido coreógrafa e bailarina de Tribal Fusion na Cia Bellydance Superstars e por ser a fundadora em conjunto com Janice Solimeno, do “The Indigo BellyDance”.


No começo de 2000, Heather Stants (bailarina e co-diretora do grupo Read My Hips desde (1990) criou um grupo com influências no Hip Hop, Dança Moderna e ATS®, estilos que se dedicava há anos e chamou-o de “Urban Tribal Dance Company”. Duas importantes dançarinas integravam o Urban Tribal: Mardi Love e Melodia Medley. Ambas contribuíram para a estética de figurinos que hoje temos no Tribal Fusion. Mardi agregou adereços de cabeça mais suaves e delicados e os famosos cintos de lã. Melodia desenvolveu uma linha de calças própria para dança, entre elas a famosa calça justa na coxa com barra larga.



Acredita-se que o Tribal Fusion tenha surgido e se desenvolvido a partir dessas modificações que influentes dançarinas faziam com o estilo ATS® e agregavam a ele variados estilos de dança, culturas e músicas.


Com o tempo passou-se a ter frequentemente apresentações solos de Tribal Fusion, estilo que pode ser dançado com coreografia, improviso, em grupo ou solo e com qualquer estilo de música, diferente do ATS® que sempre se dança em grupo, improviso e com músicas tradicionais egípcias.



O ATS® e o Tribal Fusion são dois estilos diferentes sim, porém o segundo estilo não existiria se Jill Parker, Heather Stants entre outras dançarinas não tivessem estudado o ATS® e utilizado ele como base para suas criações. Asharah é uma importante dançarina na Califórnia e escreveu sobre esta relação ATS® e Tribal Fusion: "Acredito que qualquer um que diz ser "profissional de Tribal Fusion" deveria absolutamente ter estudado com instrutores o American Tribal Style (ATS®). Dentro do estilo, eu esperaria que qualquer um que se diz bailarino de "Tribal Fusion" fosse capaz de dançar com outros bailarinos que também sabem o ATS® e realizar uma improvisação decente em grupo. Se você nunca estudou o ATS®, o que está fazendo chamando seu estilo de Tribal Fusion?"



O Tribal Fusion ainda é um estilo muito novo e vem crescendo por todo mundo, fazendo sua história. Hoje sabemos apenas que ele é “ATS® com a sua personalidade” ou seja, a base para o Tribal está no ATS® onde tudo começou, onde as primeiras dançarinas começaram a estudar, a adotar suas filosofias, seus movimentos e estética pessoal.


Do Tribal Fusion surgiram inúmeros sub-gêneros como o Dark Fusion , Tribal Brasil, Hip Hop Fusion, Neo Tribal, Tribaret, entre outros.



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