Nossa Tribo & Nossa Dança - Página Voltada para Dança Tribal e todas Suas Vertentes. (ATS, Tribal Fusion, Tribal Brasil, Fusões, com base na Dança do Ventre).
Um novo estilo de dança surge na cidade de Rio Branco, capital do Acre. O Tribal Fusion é um misto de diversas danças étnicas, entre elas o Flamenco, a dança clássica indiana, sem esquecer da dança do ventre como base principal. O estilo surgiu na década de 70, com a bailarina Jamila Salimpour, e foi destaque no Zappeando deste sábado (25).
A precursora da dança no estado é Janis Goldbard, pós-graduada em História da Arte, dançarina do projeto “Expressões Contemporâneas” e professora de Tribal em Rio Branco. Janis revela que o grande objetivo da dança é agregar o valor de coletivo. Integrar pessoas de diferentes idades e estilos.
(Confira no vídeo ao lado)
“Todas as pessoas podem participar. Podem manifestar-se dentro desse movimento. Geralmente, pessoas que estão em busca de redescobrimento interior são as que mais nos procuram”, afirma Janis. Para quem quer participar, Janis ministra oficinas em Rio Branco e deixa convite no Zappeando aos interessados no Tribal Fusion.
A atriz Maíra Mansoa aderiu à dança por intermédio de Janis. Ela conta que o Tribal Fusion desperta um lado que, talvez, você ainda não conheça. “O Tribal representa mais do que uma dança. Ele representa um estilo de vida. Então, a partir do momento que você conhece e gosta, te transforma de uma maneira”.
Sou paulistana vivi em Belo Horizonte e agora vivo a um ano e meio em rio branco, até meados de 2000 eu fazia kung-fu, depois é que fui apresentada à dança do ventre, mas não a praticava de forma continuada e somente em 2009 dei seguimento em uma escola muito especial pra mim, a de Nanda Najla, daí fiz alguns works de dança do Ventre, Tribal e fusões que a escola organizava com bailarinas conceituadas como Priscila Nayara, a própria Nanda Najla, Analu d”Alessandro, Priscila Patta, Thalita Menezes, Mariana Schimit e Regina Martins entre outras de do Ventre com Fátima Pontes, Marília Pires e Yanne Alimah, Também participando de cursos e oficinas de danças contemporâneas com Valeska Alvim, Lígia Tourinho, Christina Streva, Thardelly Lima, Ananias Break, Sanclé Souza, Alex Matos e Regina Maciel.
Atualmente ministro aulas e trabalho no processo de criação de um grupo de Tribal Fusion aqui em Rio Branco, além de ser bailarina integrante do grupo Expressões Contemporâneas “Criação e Visibilidade” em parceria com Sesc e também integrante do corpo de baile da Cia Garatuja de artes Cênicas.
Representando a Tribal Fusionem Rio branco/ Acre
No II Festival de Danças de Rio Branco que ocorreu no
dia 17/05/2014 o Tribal Fusion, através
de mim, foi representado mais uma
vez no cenário da dança na cidade de Rio Branco.
Desta vez então no formato de Festival com jurados e premiações, regulamento com uma
análise técnica que dentre tantos estilos como jazz, balé, dança contemporânea,
hip hop, dança do ventre, forró , dança de salão e outros estilos a comissão técnica teria que julgar autenticidade, figurino,
musicalidade, composição coreográfica e
movimentação de palco.
Além de estarem presentes
bellydancers e grupos organizados de vários outros estilos, grupos de
jazz de cidades vizinhas enfim, o cenário da dança representada no festival , a
comissão de jurados foi formada por diretores de companhias conceituadas da
cidade, coreógrafos e bailarinos de jazz e balé, membro integrante da cultura de dança de rua,
diversos olhares para julgar várias modalidades.
A comissão de jurados por unanimidade escolheu a Tribal
Fusion representada na figura de Janis
Goldbard como 1º lugar solo, um dos jurados depois me
disse que causei estranhamento e uma escritora renomada acreana disse que a
Tribal Fusion é uma linguagem nova aqui na cidade e que a ela hipnotizou de
maneira que não conseguiu tirar os olhos até o fim da apresentação.
O conceito da coreografia criada é a da valorização da
cultura de raíz, como sou descendente de índios quis homenageá-los nessa
composição e também como estou me
aprofundando no estudo da ATS quis usar elementos que me remetessem a raíz da
Tribal Fusion e também quis homenagear meus
professores de contemporâneo
e também as grandes mestras da Tribal Fusion sem as quais não estaríamos aqui hoje
participando um pouquinho dessa linguagem de dança tão autêntico, criativo e
novo.
** Material enviado por Janis Goldbard para este Blog para publicação e divulgação.
UMA TRUPE DE FUSÃO TRIBAL NA AMAZÔNIA - Mantramazônia é o primeiro grupo de Fusão Tribal Hindu-Amazônica e envolve Dança, com Coreografia autoral de Bia Carneiro; e Música Autoral, com Nazaco Gomes na Percussão, Patrícia Vital no Violoncello e Leo Chermont na Guitarra, Efeitos e Produção Musical.
A pesquisa iniciou em 1998 quando a artista paraense Bia Carneiro viveu na Índia por 1 ano e 4 meses como fotógrafa documentarista freelancer. Ao lançar-se na compreensão direta do estilo de vida indiano, conheceu Bollywood e a expressão marcante das coreografias do cinema indiano. Naquele momento a paixão de infância pelo Ballet, até então esquecida e engavetada, desabrochou.
Bia Carneiro estudou em Benares, na Índia e mais tarde em Viena, na Áustria basicamente dois estilos de danças clássicas hindu: Bharat Natiam (até hoje utilizada como base corporal em seu trabalho de Fusão Tribal) e Khatakh, além de estudos informais de Bhangra, e as coreografias do cinema indiano.
De volta ao Brasil, passou a se apresentar em performances solo com figurino indiano dançando músicas do músico norte-americano Krishna Das, um dos maiores nomes atuais da música devocional hindu (Kirtan), recentemente indicado ao Grammy de melhor Álbum New Age. O próprio Krishna Das, ao conhecer o trabalho que Bia Carneiro vinha desenvolvendo, cedeu -lhe o direito de uso de suas músicas.
A BUSCA POR UM ESTILO PRÓPRIO - Bia Carneiro ainda não conseguia visualizar qual era seu estilo dentro da dança indiana, e qual conexão seu trabalho poderia estabelecer entre a Índia, sua grande paixão, e a Amazônia, suas raízes locais. Apesar de possuir noções das danças clássicas e populares indianas, não era exatamente o caminho que desejava trilhar. Além do mais, em suas performances fluía naturalmente uma boa dose de misturas com a ritmicidade local da Amazônia, além de alguns movimentos que criava e improvisos.
Até que, em 2000, conheceu a Fusão Tribal (Tribal Fusion) - estilo que surgiu nos anos 60 na contracultura norte-americana, a partir da fusão entre diferentes estilos étnicos do leste europeu e Egito com estilos Ocidentais; e compreendeu que seu estilo e pesquisa era uma vertente da Fusão Tribal entre Índia e Amazônia. Passou a estudar os movimentos dos diversos estilos de Fusão Tribal e agregar o que considerava pertinente ao seu trabalho coreográfico.