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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Relato de Fernando Reis sobre o início do Estilo Tribal no Brasil - Parte 4

Material enviado por Fernando Reis em fevereiro de 2016 para Carine Würch e Maria Badulaques. Através deste relato, conta como foi a formação do Estilo Tribal aqui no Brasil, através da Cia HalimFernando foi fundador da Cia Halim junto com Shaide Halim. A companhia foi fundada em 2002 e durou cerca de 08 anos.

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PARTE 04 - Visão do Estilo Tribal no Brasil hoje


Sobre como anda o tribal hoje, penso algumas coisas, todas boas. 

Primeiro que percebi que, desde o desaparecimento da Halim, o estilo se popularizou um bocado pra baixo do Equador (como diz uma música). Mas não tive a oportunidade de ver mais que fotografias e vídeos curtos na internet. 

Tenho contato com algumas bailarinas, vejo algumas publicações com trechos de apresentações de Rebeca Piñero, com peças interessantíssimas de Maria Badulaques, e isso me faz sorrir por dentro, e faz vontade de voltar. 

Vontade, não. Muita vontade!

Tenho a impressão de que o fato de o Brasil ter um público, interessados em dançar, e um mercado para dança do ventre muito grande, muito expressivo, pode favorecer muito o surgimento de novos e bons trabalhos para tribal, ou, como chamamos Shaide e eu desde a época da Cia Halim, dança étnica contemporânea, ou simplesmente fusion (sem deixar de tratar por tribal).

Tenho bastante material nos papéis e no computador. E este material ainda vai criar pele, curvas, movimentos sinuosos, cores, pintas e traços tribais. Na hora certa.

(Maria pergunta) Conta como foi ver a expansão do tribal no Brasil. Você acha que deu uma guinada exponencial após o curso que deu para Kilma na Paraíba?

Gosto desta pergunta, também. Há dois pontos sobre a minha relação pessoal com o quanto o tribal cresceu no Brasil. Um é de uma certa boa surpresa, porque quando a Cia Halim era ativa e eu dela participava, era a única (pelo menos que tenhamos tido notícias à época) companhia de Tribal, ou de danças étnicas contemporâneas fusion

Shaide participou muito mais do processo de ministração das aulas, por muitos motivos. Custava um pouco caro a produção de workshops, com nós dois em estados distantes, e eu ainda estava ligado a um trabalho de uma empresa de cinema em São Paulo, que não permitia ausências prolongadas. Então, fui algumas vezes ao Rio de Janeiro, a Brasília e a Porto Alegre (me roendo um pouquinho por dentro por não ter podido ir à Paraíba).


Mas, mesmo as notícias que me chegavam à distância, e sobre os relatórios que a própria Shaide me passava dos trabalhos fora de São Paulo, me traziam a impressão de que Kilma seria uma das principais, senão a principal representante do Estilo Tribal em toda a sua região. As fotografias a que tive acesso depois me trouxeram outra boa impressão. 

Era para mim possível, mesmo em imagens estáticas, reconhecer a alma da composição de um trabalho para Tribal. Dali em diante, tanto Shaide Halim quanto Fernando Reis não puderam mais pensar em Estilo Tribal da metade do território nacional para cima sem que o primeiro nome que nos viesse à mente fosse Kilma Farias.

Renata Lopes enviou as fotos que são do DVD comemorativo dos cinco anos de companhia (2007). 

Para saber mais sobre Shaide Halim ou Cia Halim, clique nos links.

Relato de Fernando Reis sobre o início do Estilo Tribal no Brasil - Parte 3

Material enviado por Fernando Reis em fevereiro de 2016 para Carine Würch e Maria Badulaques. Através deste relato, conta como foi a formação do Estilo Tribal aqui no Brasil, através da Cia HalimFernando foi fundador da Cia Halim junto com Shaide Halim. A companhia foi fundada em 2002 e durou cerca de 08 anos.

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PARTE 03 - Criação do Nome e Término

Irma Mariotti se transformou em Shaide Halim

Esta parte foi assim. Ela estava empolgada com o projeto (que no começo era mais só dela), e eu dava um ou outro pitaco, sem grandes envolvimentos. Um dos pitacos foi (acho que nem foi tanto ideia minha. Capaz de ela ter pensado nisso porque muitas bailarinas de danças orientais têm nomes artísticos orientais, e Irma é um nome forte, mas super europeu italianão, e poderia combinar mais pra ballet (o que hoje nem enxergo com esta restrição toda) a adoção de um nome artístico. 

Me lembrei de que tive uma colega num colégio e ela se chamava Shaide. Era filha de libaneses, acho. Só falei este nome pra ela uma vez. Os olhos brilharam e ela quase nunca mais, a partir dali, foi chamada de Irma (acho que só a família chama). Ah! E era para ser só Shaide e Halim era o nome da companhia. Um dia alguém se referiu a ela como Shaide Halim, porque acho que o nome da companhia fosse o sobrenome dela, e ficou.


O trabalho da Cia Halim, desde a primeira reunião, foi sempre realizado na pequena sala da casa em que morávamos, na Vila Mariana. Produzimos piso de madeira suspenso do chão, espelho do tamanho de uma parede inteira e procurávamos manter os muitos gatos da casa longe dos trabalhos. 

Então, a Halim era, sim, respondendo à sua pergunta, nossa companhia. 

Mas eu não me sentia patrão de ninguém (o que não quer dizer que quem aceitasse participar da companhia não tivesse que ter consciência de que teria compromissos a cumprir, e que os compromissos representariam cobranças de resultados. Nunca tivemos condições de pagar cachês ou salários, porque nunca tivemos patrocínio ou lucro com bilheterias. Mas não cobrávamos mais que dedicação de quem quisesse e pudesse participar, e que ajudassem no que pudessem (com figurino, com transporte de qualquer coisa pra quem tinha carro...).

A Cia Halim começou a esfriar por duas causas, que acho que só me ocorreram agora por ter que responder a vocês. Uma parte do trabalho estava vinculada a mim, às minhas condições pessoais, e até à minha relação com Shaide. Eu estava envolvido com várias tarefas diferentes, um pouco cansado, um bocado contaminado por meus próprios maus-hábitos, e decidido a me mudar de casa. 

Shaide, por outro lado, embora nunca tenha deixado de se incomodar, naturalmente, com o meu tumulto interior que respingava sobre casa e companhia de dança, tinha sempre o foco voltado para a produção de dança e seus projetos. Se não fossem para tribal, seriam para o que pudesse e gostasse de fazer. E assim, acabou-se a Cia Halim, Shaide deu início a projetos novos e eu fiquei um bocado sem produzir dança (a não ser nos papéis, por enquanto).



Renata Lopes enviou as fotos que são do DVD comemorativo dos cinco anos de companhia (2007). 

Relato de Fernando Reis sobre o início do Estilo Tribal no Brasil - Parte 2

Material enviado por Fernando Reis em fevereiro de 2016 para Carine Würch e Maria Badulaques. Através deste relato, conta como foi a formação do Estilo Tribal aqui no Brasil, através da Cia HalimFernando foi fundador da Cia Halim junto com Shaide Halim. A companhia foi fundada em 2002 e durou cerca de 08 anos.

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PARTE 02- Formação e Estruturação

Irma sempre teve muita, mas muita mesmo, aptidão e facilidade para dançar qualquer coisa, ainda que jamais tenha tido peso e massa corporal dentro dos padrões para os bailarinos profissionais. Ela sempre foi gordinha, mesmo.

:) Embora eu não ache que isso deva acontecer com a naturalidade de quem se relaciona a partir de um passeio no parque, pela primeira vez eu me peguei em um relacionamento com colega ou aluna. Era aluna e era a Irma. Irma ficou grávida e nós nos casamos.

A vida seguiu comigo sendo programador de filmes para cinema na distribuidora Pandora Filmes e Irma estudando relações públicas e ajudando o pai em tarefas administrativas de seus cursos (os do pai. Ele é consultor para empresas e professor em institutos de filosofia). Eu já não tinha condições de praticar ballet como antes, mas fazia umas aulinhas de flamenco aqui e ali, com Jussara Correa, a turma do Raies... 

Um dia, Irma, que sempre teve um bocado mais de possibilidades relacionadas a investimentos econômicos que eu, por causa da família, teve a  oportunidade de conhecer o trabalho de Carolena Nericcio e a FatChance BellyDance. Ficou absolutamente encantada! 

Mais que isto! Ela própria reunia impressionantes condições para fazer um excelente tribal (eu não digo isto só porque fomos casados. Digo porque é verdade). E, tendo em casa um sujeito que vinha da dança também, que conhecia flamenco (que podia ser muito útil no trabalho), ela (ainda Irma) não parou um minuto de elaborar e produzir. 

E eu fui ajudando com o que podia e com o que achava que tinha que fazer (me metia mesmo. Estava virando diretor da coisa sem perceber). Um dia a Cia Halim estava formada, com as aludas de dança do ventre que Shaide já tinha, as que se interessaram em participar. 

Nem todas eram muito boas, mas a gente tirava a alma delas pelo umbigo, sabe? Nunca com brutalidade. Eu era firme com o que era preciso, Shaide coreografava, dava aulas, limpava técnica, eu ajudava com coreografias, limpava umas coisas, desenhava cenas, fazíamos (muito mais Shaide) os figurinos, e um dia estreamos "Saluq" (não por acaso, nome de um vento que sopra do oriente pro ocidente), no teatro Sergio Cardoso (não me lembro data), com todo o cuidado que cabia no nosso pobre orçamento. As meninas ficaram nervosas e emocionadas, e a platéia aplaudiu nada burocraticamente. Gostaram mesmo.

O trabalho seguiu, fizemos outras coisas, Shaide tocou muito mais que eu o trabalho, mas continuei dirigindo enquanto a Cia Halim existiu em enquanto o casamento durou. O trabalho com a Halim fez com que Lulu (que à época era Sabongi) me confiasse a direção técnica e a criação da cena de abertura do show de vinte anos de sua carreira.

Eu me separei de Shaide, a Halim já havia morrido e morei na cidade do Porto um tempo (em outro casamento que também já acabou). Passei dias difíceis em internações e sobre uma cadeira-de-rodas, porque sofri a síndrome de Wrnicke-Korsakov, em decorrência de alcoolismo (já estou curado da causa e das conseqüências).

Estou de volta a São Paulo e com os papéis cheios de planos. Não posso dizer muito sobre eles, por enquanto, mas são para o bem e são para dança :)


Renata Lopes enviou as fotos que são do DVD comemorativo dos cinco anos de companhia (2007). 

Relato de Fernando Reis sobre o início do Estilo Tribal no Brasil - Parte 1


Material enviado por Fernando Reis em fevereiro de 2016 para Carine Würch e Maria Badulaques. Através deste relato, conta como foi a formação do Estilo Tribal aqui no Brasil, através da Cia HalimFernando foi fundador da Cia Halim junto com Shaide Halim. A companhia foi fundada em 2002 e durou cerca de 08 anos.

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PARTE 01 - História de Vida

Vou procurar colocar aqui o máximo do que eu puder me lembrar da história da Cia Halim, da minha história e do quanto procuramos colaborar para a formação do Estilo Tribal nessa nossa terra.

Meu nome é Fernando Reis (é o nome que uso geralmente, para apresentações profissionais, artísticas, em geral), sou Fernando Mendes dos Reis, nos registros. Tenho 41 anos, nasci na cidade de Esplanada-BA, mas sou um bocadinho aculturado da cultura e identidade do povo baiano, porque minha família mudou-se para São Paulo em 1978 (eu tinha quatro anos).

Sempre fomos de uma família um bocado pobre, e, embora isto tenha sido bastante ruim para a vida em geral, teve uma contribuição para saldo positivo (embora eu não seja apoiador de trabalho para menores). Eu vim a ter possibilidades de trabalhos para colaborar na renda doméstica, apoiado primeiro pelo meu irmão Léo Mendes, que trabalha com cinema há uns trinta anos, e depois com o irmão Moacir Mendes, que é publicitário e artista gráfico. 

Durante a minha adolescência vim a saber, entre os colegas da escola (pública), que um rapaz estava reunindo interessados em tomarem parte em um curso de interpretação para teatro. A turma de colegas que me apresentou aquela informação estava mais animada pela possibilidade de os trabalhos resultarem em beijocas nas garotas (para as cenas) que em qualquer ilusão de desenvolverem algum potencial para atuação. Me interessei, mesmo sendo muito tímido (e nem foi tanto pelas beijocas (que jamais aconteceram)).

O professor Edson Araújo Lima, que é um dos meus melhores e mais importantes amigos até hoje (fiz uma arte prum projeto dele esses dias), se mostrou muito bom professor. Junto com os meus irmãos (no cinema, na publicidade e nas artes gráficas), foi um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento de meu interesse e alguma aptidão para interpretação (fizemos um curta-metragem até. Dez anos depois). E naquela época eu, que estava bastante entusiasmado com as aulas de teatro, ouvi falar (ou intuí) que aulas de dança eram muito boas para a complementação da formação de atores. Tomei coragem e me matriculei em um curso de jazz.

As aulas de jazz eram um bocado fracas, mas eu não fiquei propriamente frustrado ou incomodado (afinal aquela não era a única escola e nem a única modalidade de dança). Vi flamenco pelo trabalho com cinema, dentro dos filmes de Carlos Saura, e me apaixonei! Chegou um tempo em que eu já não estava mais estudando teatro e nem só estudando dança por causa do teatro. Eu queria ser mais bailarino que ator.

Nunca foi nada fácil. Eu pobre, sem carro, trabalhando oito a dez horas por dia, com vontades de fazer coisas da vida social, mini-baladinhas de pobre... 

Comecei a fazer aulas de ballet clássico com uns vinte anos, depois de já ter feito um pouco de jazz, por achar que o clássico prepara melhor para tudo o que exija técnica e força. Não era propriamente para ser bailarino clássico... mas fui ganhando bolsas em todas as escolas das quais me aproximei. Os professores me viam com uma certa (alguns, bastante) boa impressão, porque eu era longilíneo, tenho os pés com uma ponta pouco comum, sou bastante en-dehors, e fui fazendo minhas aulinhas dentro da vidinha capenga. Entrei em cursos de dança flamenca, daqueles de pequeníssimas escolas (acho que o André Tiani, que foi meu primeiro professor, nem dá aulas mais) e me apaixonei por flamenco.

Da paixão por flamenco pra começar a dar aulas pra iniciantes na mesma academia em que tive minhas primeiras aulas de dança (jazz) na vida (!!!) foi um pulo.

Uma das minhas primeiras alunas foi Irma Mariotti (guarde isto, porque é importante).



* Renata Lopes enviou as fotos que são do DVD comemorativo dos cinco anos de companhia (2007). 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Pilares do Sul - Shaide Halim

Um nome recorrente, para qualquer leitor e estudioso dos primórdios do Tribal no Brasil é Shaide Halim:

No Brasil, as pesquisas no estilo tiveram início na década de 2000. Shaide Halim, fundadora da Cia Halim de São Paulo foi a grande pioneira, trazendo dos Estados Unidos informações sobre ATS®, postura tribal e fusão, traçando sua própria linha de pesquisa que chamou de “Tribal Brasileiro”, bastante influenciada por Flamenco, Dança Indiana e Afro. Shaide ministrou muitos workshops e influenciou largamente muitas dançarinas que começavam seus estudos. (Nadja el Balady - Texto Original aqui)

Shaide iniciou cedo no mundo da dança: em 1982, começou com ballet clássico (Sophie Duchamps, Enézio S. Filho – Ballet Nacional do Brasil, Ali José, Leny Luque, Sidney Astolph – Escola Municipal de Bailados de SP, entre outros), mantendo seus estudos nessa modalidade até 2000. De 1987 a 2002, ainda estudou outras modalidades como Jazz (Denise Palacius, Núbia Ferro, Leco Pires, Voney Silva, Dayoner Romero) e Dança Afro (Iana Barros – ballet do Teatro Castro Alves – Salvador, BA  e Núbia Ferro). 


Em 1994 iniciou seus estudos na Dança Flamenca (Fernando Reis) e na Dança Oriental (Cláudia Cenci, Nasser Mohamed, Iara Miguel, Lulu Sabongi, Soraya Zayed, Sokry Mohamed - Madrid, Samiya Maluhi - Líbano, Samir Abut - Argentina,) e em 1996, na Dança Indiana (Sônia Galvão – Odissi, Suzane Haresh – Bharatanatyam e Uma Charma - Kathak). 

Seu primeiro contato com o Estilo Tribal aconteceu em 1990 em Nova York, 
no Central Park, em Nova York, numa apresentação da Rakkadu Gipsy Caravan. Na época eu ainda não tinha nenhum conhecimento em dança do ventre, que só comecei a estudar em 1994. Seu interesse cresceu a partir de 1998. Minhas professoras de Tribal foram Zoe Ártemis e Jill Mc Pherson, mas contei com o aconselhamento de Carolena Nericcio (FatChance BellyDance), Sharon Moore (Infusion) e Maja Nile. E foi a partir da união do estudo prático e do aconselhamento teórico que comecei a descobrir toda a amplitude do estilo e a me arriscar em criar minha própria linha de trabalho.

Cia Halim iniciou seu trabalho de divulgação em junho de 2001, com cursos dessas modalidade e, em 2002, com a apresentação do primeiro espetáculo exclusivamente Tribal do BrasilFoi pioneira na divulgação do Estilo Tribal no País e o adaptou a cultura brasileira, criando assim o Estilo Tribal Brasileiro.


Em 2004 viajou a Paris e a Reikjavik (Islândia), para ministrar workshops de Estilo Tribal e Dança Indiana Moderna – NRTYA NAYA. No ano seguinte criou a CIA LÓTUS NRTYA NAYA, que funde as Danças Clássicas da Índia (Bharatanatyam, Odissi e Khatak) ao Bollywood, utilizando músicas indianas modernas para o desenvolvimento de um novo estilo.


Em 2006 inaugura o Beladança – Estúdio de Dança Shaide Halim, que traz ao público uma grande variedade de cursos de diversas modalidades (como dança do ventre, danças folclóricas árabes, dança indiana moderna, estilo tribal, dança cigana, zambra (flamenco árabe), dança afro, dança havaiana, dança tahitiana, sapateado americano, jazz e ballet, além de yoga, natya yoga (fusão estética de yoga e dança indiana), alongamento, entre outros).


No mesmo ano cria o projeto Shouk em Dança, no Shouk Café Gourmet, posteriormente transformado em Buda em Dança, no Buda Bar. Desenvolveu um trabalho pioneiro no meio cultural, apresentando shows com  todas as modalidades de dança que o estúdio oferece, em diversos locais de São Paulo, além de Curitiba, Rio  de Janeiro e Brasília.


Em 2008 Shaide desenvolve o novo curso do estúdio, Ventre Brasil, que fusiona a dança do ventre aos ritmos e movimentos do Brasil. 



Cia Halim, dirigida por Shaide e Fernando Reis, estava sediada em São Paulo capital. O grupo experimentava a fusão do vocabulário indiano e flamenco com a dança do ventre, trazendo uma semelhança de vestuário com o ATS, porém mantendo características mais particulares. Falava-se em Tribal Brasileiro, devido às adaptações que o estilo trazia do que chamamos Tribal Americano (American Tribal Style).

Shaide, hoje é Lady Burlybailarina, coreógrafa e professora de danças. Proprietária da Escola Burlesca de São Paulo, onde ministra aulas e workshops de Dança Burlesca, Salsa Solo, Charleston & Authentic Jazz, Ballet Clássico, Jazz Dance e Dança do Ventre.

Em seus mais de 25 anos de estudos, adquiriu conhecimentos em diversas modalidades além das já mencionadas, como swing dances, sapateado, street dance, dança havaiana e tahitiana, dança de salão, dança indiana, flamenco, dança contemporânea e dança afro. 


Desde 2009 atua como diretora, coreógrafa e bailarina da Revaudeville Burlesque, primeiro grupo de dança brasileiro dedicado à dança burlesca e danças vintage. Em 2010 participou do curta-metragem Uma mulher e uma arma, de André Dragoni. No mesmo ano preparou workshops de Dança Burlesca para São Paulo, Bauru, Curitiba e Brasília, o que gerou interesse do público para um curso mais detalhado, iniciando então, em outubro de 2010, o primeiro curso regular de dança burlesca do Brasil. 


Em 2011 foi convidada pela Imovision Filmes a fazer parte da divulgação oficial do filme Turnê, de Mathiew Amalric, premiado no Festival de Cannes 2010. No mesmo ano foi entrevistada no Programa do Jô, na Rede Globo e no programa A Noite é uma Criança, de Otávio Mesquita, na Band. Ainda em 2011 integrou o elenco do Cabaret Social Club do Brasil, ao lado da cantora Alessandra Grani e do pianista Rafael Marão.



Em 2012 estreou como diretora e coreógrafa de Revaudeville Teatro Cabaret Burlesco, o primeiro projeto brasileiro à levar a arte burlesca aos palcos dos teatros. No mesmo ano gravou com o programa A Liga, ao lado de Casé Peçanha, e foi convidada a fazer o show de abertura do 34º Prêmio Profissionais do Ano, da Rede Globo. Participou ainda da gravação dos videoclipes das bandas "Pitanga em Pé de Amora" e "Kali e os hóspedes de Chelsea". Ministrou workshops de dança burlesca em São Paulo, Osasco, Curitiba e Rio de Janeiro. Em 2013, participou da estreia da nova temporada do programa Amor & Sexo, com Fernanda Lima, na Rede Globo.

Em 2014 inicia um novo projeto em parceria com a cantora Alessandra Grani, o Sarau da Sereia, com apresentações de canto, dança e poesia, realizado trimestralmente no Adventure Bar.

Já se apresentou em diversas casas noturnas

The Week (Festa Gambiarra), Sindykat Jazz Club, Ton Ton Jazz Bar & Music, Lions Club, Constantine Club, The History, Mary Pop Dinning Club, Casa das Caldeiras, Clube Outs, Pianno Club (Campinas), Sonique Bar, Piola, Asteroid (Sorocaba), Miquelina Bar e Arte, Café Aman, Black Steel, Chipps (Porto Alegre), Esbbá Café, Buda Bar, Kitsch Club etc. 


Shaide continua sendo inspiração para quem inicia seus passos no Estilo Tribal, pois formou muitas bailarinas que difundiram o Estilo Tribal pelo Brasil. Só tenho que agradecer!

Fontes
http://www.seteveus.com.br/shaidee.html#1
http://grupoamaryllis.blogspot.com.br/2010/09/inspiracao-shaide-halim.html
https://myspace.com/ciahalim/
https://www.youtube.com/user/ciahalim/videos
http://ladyburly.yolasite.com/
http://www.escolaburlesca.com/galeria-de-fotos.php
http://nadjaelbalady.blogspot.com.br/2012/12/o-estilo-tribal-no-brasil_12.html
http://www.centraldancadoventre.com.br/publicacoes/entrevistas/28/shaide-halim/121

terça-feira, 1 de setembro de 2015

ENTREVISTAS - BARBARA SUÊNIA

Aqui vocês poderão ler um pouco mais do trabalho de Bábara Suênia, entrevistada por Hellen Karolyne Labrino Vlattas, link para o site da autora no final da página.

Nossa primeira entrevista do ano, é com a bailarina Bábara Suênia, que nos conta sobre o seu trabalho com o Dark Fusion.

Hellen: Como você conheceu o Dark Fusion? Bem conheci o Dark Fusion em meados de 2009/2010, quando comecei após um período de depressão estudar a dança do ventre. Já estudava sobre a arte sombria dos cemitérios comecei a me dedicar com trabalhos monográficos relacionados ao conjunto de simbologias que compõem o mesmo. Mas, não conhecia pelo nome Tribal e sim arte gótica ou melancólica.

Hellen: Na sua visão como se define o Dark Fusion? O Dark Fusion é um estilo criado pela bailarina californiana Ariellah Aflalo, sendo uma mistura de movimentos da dança do ventre, movimentos de ATS (American Tribal Style), bem como movimentos da dança contemporânea e o principal de tudo a criação de um personagem, visto que, é uma apresentação teatral (Theatrical Bellydance), além de subjetiva, preza pelo obscuro do eu, o profundo da alma, sentimentalismo retraído, dentre outras características bem mais peculiares.

Hellen: O que te levou a estudar o Dark Fusion? Sempre tive um apego à arte cemiterial e sair um pouco dos estudos teóricos para o estudo prático. Devido à dança do ventre ingressei no tribal, pois descobri que o processo de criação no tribal é livre e vai além do que é proposto na dança do ventre, não esquecendo que a mesma é uma das três bases do tribal. Apesar das divergências que são ainda tidas como regras, como por exemplo, para ser a dança tribal é necessário movimento do tribal ou passa a ser não dança contemporânea, consequentemente há liberdade do corpo e da alma para expressar o eu mulher.

Comecei a assistir vídeos relacionados à “ARTE OBSCURA”, a frequentar locais afastados da cidade os chamados “interiores”, onde a religião, a cultura e a economia possuem uma força acima do normal principalmente impulsionado pelo poderio da igreja católica.

Hellen: O que é o Dark Fusion como expressam artística? Acredito que é um fator variante, levando em consideração que, dentro da dança tribal existem as suas ramificações, ou seja, tribal fusion considerado o pai das fusões digamos assim, dividido em várias vertentes, daí vem o Dark, Burlesco, Brasil, Urban, Balé, etc. Cada ramificação vem acompanhada de outra ramificação, por exemplo, o balé fusion, que além de ter em sua grande quantidade movimentos do balé tem movimentos de fusão ou mais propriamente que não são comuns ao balé, por exemplo, o breakdance, ou seja, a oscilação de movimentos clássicos com movimentos de dança de rua.

O dark em especial tem uma expressão artística diferenciada, por que tem de se levar em consideração em primeiro lugar a música, que geralmente é escrita com toque melancólico ou mesmo de suspense, músicas que convergem para um campo harmônico menor, isto musicalmente falando. Estas músicas trazem um misto de drama, suspense tragédia, dos quais são elementos usados diretamente no teatro, por este motivo que Dark busca em sua essência expressar à dor, o ódio, a agonia, em alguns casos cinismo por parte do personagem, dentre outros sentimentos que estejam atrelados ao subjetivismo humano, um sentimento de dentro para fora.

Claro que não posso deixar de ressaltar que esta ramificação do tribal (dark fusion) requer um auto estudo, em todos os aspectos sejam eles materiais e espirituais, pois não é tão simples incorporar um personagem, na realidade não se imita se VIVE, a bailarina precisa ter versatilidade de viver o tema, buscando um estudo aprofundado do que passar, expressão corpórea de todos esses sentimentos. O trabalho deve ser voltado para o estudo do corpo e da face, não existirá uma expressão do que se quer representar e sim uma imitação do que se quer fazer, desta maneira não pode ser chamado de expressão artística, e o dark é justamente a expressão, é a vertente do tribal que mais exige do eu tanto na técnica corporal quanto facial, na minha opinião.

Hellen: Você acha que existe algum preconceito em relação ao Dark? Sim. O tribal principalmente em cidades provinciais como João Pessoa chega a ser muito recriminado, o dark fusion mais ainda. Mas, vejo uma grande evolução do tribal de forma geral, principalmente de bailarinas do ventre, que antes viam com o olhar “sarcástico”, e agora enxergam o valor do mesmo com olhos críticos, de forma até pertinente na maioria dos casos.

O Dark para o mundo passa uma visão grosseira e ao mesmo tempo impenetrável, isso porque o sentimental, a estética da bailarina e personagens transmite uma atmosfera de medo, suspense, não digo repulsa, mas, do tipo “o que será que vai acontecer”, de certa forma causa um impacto visual.

Com o despertar do mundo contemporâneo, determinados tabus vão sendo deixados de lado, e a dança vai ganhando e adentrando vertentes, deixando o certo ou errado para aderir uma liberdade maior, pois a mesma não deixa de ser arte. Afinal o que seria arte?!
  
Mensagem:
Para quem pretende conhecer o tribal, é de verdade um caminho de muito aprendizado e claro muito trabalho, com recompensas inexplicáveis, com as ferramentas: corpo mente e alma.

Quando a bailarina se propõe a viver o tribal é justo e necessário, passar por várias vertentes do mesmo, pois além de ampliar a sua percepção corpórea, também amplia a sua visão de mundo.

O Dark Fusion, que, além de trabalhar as três ferramentas acima, tem ferramenta mais preciosa da dança a expressividade facial que é uma poderosa aliada à expressão do corpo.

Quando a bailarina se depara com o Dark Fusion, ela se depara com um mundo novo, um mundo que vai buscar trabalhar o seu eu interior mental, ou seja, responder perguntas como: Como eu poderia seria uma pessoa versátil? Como eu poderia trabalhar sentimentos de ódio com o corpo e a face? Trabalhar dor e emoção, o teatro é dança ou é apenas arte? Para aquelas que têm medo do estilo, nada mais é do que trabalhar o psicológico, colocar em prática os sentimentos mais obscuros, ocultos, passar a linguagem que muitos não conseguem perceber em si mesmo que é o medo, na arte da personificação se torna mais fácil, por que se atribui ao personagem o contexto que se deseja viver, nada mais nada menos do que realmente o ser vive, literalmente, muitos se encaminham na dança pra preencher lacunas depressivas.

Com a vivência de personagens, a bailarina se depara com a sua real personalidade, e descobre que no próprio eu existe um pouco de tudo e de todos, e que o ser humano enquanto ser pensante vive vários mundos distintos, vive personagens até então imaginários, mas, que realmente, nada tem de imaginário e sim fases da vida, por isso o tribal é uma filosofia de vida e não apenas uma montagem (dança - coreografia ou improviso) ou apenas uma arte refinada (figurino - corpo).

Bárbara Suênia, tem 27 anos, nos quais 6 são dança, especializada em Dança do Ventre e Tribal Dark Fusion.
Contatos: 0055 (83) 8770-0009 / (83) 3223-2050

FONTE:
TEXTO COM VÍDEOS - http://www.elenisymban.eu/p07.aspx

terça-feira, 18 de agosto de 2015

ENTREVISTAS - ANDREA MONTEIRO

Aqui vocês poderão ler um pouco mais do trabalho de Andrea Monteiro, entrevistada por Hellen Karolyne Labrino Vlattas, link para o site da autora no final da página.

A nossa primeira entrevista é com a bailarina Andrea Monteiro Tribal, de João Pessoa-PB

Primeiro lugar em: Destaque Revelação 2013 e segundo lugar Videodança Nacional, pelo Blog Aerith Tribal Fusion.

Hellen: Conte-nos como a dança Tribal surgiu na sua vida? O tribal eu conheci assistindo o espetáculo “De Corpo de Alma”, direção de Kilma Farias e Cia Lunay. Nesta época, Kilma já trabalhava as fusões de danças regionais com a dança do ventre e o tribal. Lembro de ter ficado fascinada com a beleza, tudo era muito belo e diferente. Comecei a estudar o tribal com ela, em 2009, na Escola de Dança do Theatro Santa Roza, onde estudei durante três anos.

Hellen: Qual seu estilo favorito?Olha eu gosto muito do estilo vintage e do do dark fusion, atualmente estou estudando o tribal gypsy mas na verdade, eu não tenho um estilo, gosto muito de explorar minhas potencialidades e possibilidades numa busca infinita.

Hellen: Quais são suas divas? São tantas, citarei apenas algumas: Sharon Kihara, por mostrar a importância do preparo do corpo para a dança com aqueles exercícios de yoga, que foram determinantes para mim – eu hoje pratico yoga. Cito também Mardi Love – primeiramente, sou apaixonada pelo seu estilo vintage, ela me ensinou a importância dos movimentos lentos e limpos, quando vi que a repetição do movimento leva sempre à perfeição; Ariellah, por ter me mostrado a importância do personagem na dança, a linguagem corporal através da respiração leva à emoção. Emini Di Cosmo, no ATS® – a importância do tempo dentro da dança, a energia de dançar em grupo. No Brasil: Kilma Farias por ter me ensinados os primeiros passos e por sua linda trajetória na dança tribal. Joline Andrade tive a oportunidade de estudar com ela por toda sua técnica e dinamismo. Nadja El Balady pessoa linda grande carisma.

Hellen: Qual foi o processo de coreografia da música Posso Lipame? Foi gratificante, essa música e a coreografia valeram: uma indicação Destaque Revelação 2013 e segundo lugar Videodança Nacional, promovido pelo Blog Aerith Tribal Fusion. É como se eu realmente estivesse vivenciando a letra da música, a Sofia fala mais ou menos de ter sido abandonada pelo único amor da vida dela, é como se eu fosse a personagem da música, isso é engraçado não sei bem dizer, mas, eu tento passar o que eu sinto. O processo posso dizer que foi essa pesquisa da época dos valores dos sentimentos das mulheres de como o amor era vivenciado.

Hellen: Quais as maiores dificuldades em viver de dança na Paraíba? Muitas, eu acredito que há muita desinformação sobre o tribal. Os eventos ainda são muito isolados. Apenas para o público da dança mesmo. Acho que falta mais atenção da mídia. Reconhecimento por parte de outras esferas, mais projetos voltados para o cenário da dança tribal, tenho um projeto desde 2010, um espetáculo para viajar por diversas cidades, mas infelizmente nunca foi aprovado.

Hellen: Ser atriz ajuda na hora de estar no palco? Sim, é fundamental possibilita uma gama de possibilidades de interpretar, eu sempre busco uma personagem que existe, existiu ou eu mesmo crio a minha personagem de acordo com a música, coreografia, cenário, figurino, estilo, época tudo precisa estar harmoniosamente equilibrado.

Hellen: Como é fazer parte do grupo 5A Cia de Dança? Estar fazendo parte de um grupo ao lado de bailarinas que eu já admirava pela sua história na dança, pra mim é uma honra.

Hellen: Quais são os projetos para 2015? Procurar fazer o que eu realmente gosto na dança, tenho projetos em outro estilo que não é dança tribal. Estou experimentando, buscando nova descobertas tudo devidamente tem seu tempo e sua hora de acontecer.

Mensagem final - "Mais importante que a vontade de vencer, é a coragem. Comece a dançar! A dança nos possibilita o contato com nossa essência interior." Andrea Monteiro Tribal.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

BIOGRAFIA - RACHEL BRICE NO BRASIL

** ESTAMOS REPOSTANDO OS ARTIGOS ESCRITOS EM MARÇO DE 2014, QUANDO RACHEL BRICE ESTEVE NO BRASIL, DURANTE O SHAMAM´S FEST. **

"Há um tempo atrás li um artigo escrito pela Rachel Brice. Devo dizer que uma das características que mais me marcam nessa bailarina é a humildade. Rachel nos deixa um claro exemplo de como não é preciso passar encima de ninguém, nem se dar os créditos por algo, para se transformar em uma inspiração. Grande professora, mestra e ser humano.


O Tribal Fusion Belly Dance (ou Oriental Amargo, como eu tenho gostado de chamá-lo), é uma elétrica forma de dança que inclui uma multidão de influências, Dança do Ventre, Flamenco, Hip Hop, Jazz, Clássica e outras formas podem ser incluídas no vocabulário estilístico. Cada grupo, até cada bailarina é uma expressão única do estilo. A essa altura não existe um vocabulário base, mas eu penso que é seguro dizer que toda dançarina de tribal é influenciada pelos vocabulários combinados de Carolena Nericcio e o Fat Chance Belly Dance, os criadores do American Tribal Style (ATS), e Jamila Salimpour (professora da professora da Carolena), mesmo sabendo disso ou não.



O estilo é erroneamente creditado à vocês através de Rachel Brice, quem apenas popularizou a versão através dos anos pelas intensas turnês com o Bellydance Superstars e o coletivo, The Indigo Belly Dance. Os verdadeiros dançarinos heróis que criaram e alimentaram minha linhagem pessoal na dança: Jamilia Salimpour ensinou John Compton e Masha Archer, que ensinou Carolena Nericcio, que ensinou Jill Parker, que ensinou Heather Stants, que ensinou Mardi Love que me ensinou. Também fundamental ao estilo esta Suhaila Salimpour, filha da Jamila Salimpour, quem construíram a aproximação à Dança do Ventre, responsável pela técnica da maior parte das dançarinas de Tribal.



Existem poucas regras no Tribal Fusion, mas na minha humilde opinião a que é constante é que a bailarina ou grupo é experimentado em ATS como ensinou Carolena Nericcio. Sua aproximação estilística ao vocabulário existente, a aproximação ao figurino teatral, e a incrível invenção da improvisação em grupo, já permitido infinitas variações onde todas têm alguma coisa em comum: uma poderosa apresentação. A força que o ATS comunica através da postura, braços e figurinos foi uma revelação para mim como feminista. Sem o Fat Chance, eu honestamente poderia dizer que não estaria dançando nos dias de hoje.


Há uma lista enorme de outros artistas: figurinistas, musicistas, atores, fotógrafos, etc. que hão influenciado o estilo, e eu procuro incluir a maior parte deles. Se eu posso tomar crédito por alguma coisa seria por amor ao ensino e ao aprendizado, e obsessão com colagges. Heather Stants credita a mim como a “mãe adotiva” da forma, na qual, adotada por milhares, continua a crescer e a mudar, e cada ano traz um novo nível de criatividade, excitação e beleza a nossa comunidade.

Einstein brincou dizendo: “O segredo da criatividade é saber como esconder suas fontes.”. Bem, ainda, pra mim, o segredo da criatividade e de um coração feliz pode ser encontrada no trabalho duro, descobrindo novos artistas, dando crédito a suas fontes de inspiração, cultivando curiosidade, e um entusiasmo contagioso. Rachel Brice



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