segunda-feira, 17 de novembro de 2014

ATS® por Asmahan Escola de Artes Orientais

Estilo Tribal Americano (ou ATS®) é o nome dado à dança criada pela diretora do grupo  FatChanceBellyDance®, Carolena Nericcio, em São Francisco, Califórnia, na década de 70  e consiste na fusão de elementos (movimentos de quadril da dança oriental, braços de flamenco, visual com caráter étnico/folclórico) e improvisação coordenada em grupo.
Em 1974, Carolena começou a dançar com Masha Archer e o San Francisco Classic Dance Troupe. O estilo de Masha era uma mistura eclética do egípcio clássico (Dança do Ventre), folclórico e qualquer outra influência que ela achava atraente. Masha, que era também pintora e escultora, estimulava suas alunas a criar a arte através da dança. Em 1987, após o fim da San Francisco Classic Dance Troupe, Carolena começou a ensinar em um pequeno estúdio no Noe Valley Ministry. Seu objetivo era ensinar as pessoas a dançar para que ela pudesse ter parceiros de dança.
Sendo jovem e tatuada, Carolena atraiu outros jovens que tinham o mesmo estilo de vida alternativos. Movimentos alternativos modernos também estavam em andamento e por este motivo tatuagens e estilos primitivos de adorno corporal eram a moda. Carolena e seus alunos realizaram shows em convenções de tatuagem e se tornaram conhecidos na cidade.
Quando a necessidade de um nome para o grupo de dança surgiu, um amigo sugeriu FatChanceBellyDance por ser uma rima divertida, com base nas perguntas bobas que muitas vezes as dançarinas precisam ouvir daqueles que pensam que dança do ventre é apenas um entretenimento exótico para seu prazer pessoal. Em outras palavras, a resposta é adoravelmente irônica: "Grande chance de você pode ter um show privado!" 
Como Carolena e FatChanceBellyDance® possuíam horizontes ampliados, algumas pessoas adoraram o novo estilo, outros abominaram a quebra de uma dança mais tradicional. 

Finalmente, o estilo foi chamado Estilo Tribal Americano (American Tribal Style®) de Dança do Ventre", um nome que distanciou ATS® dos estilo tradicional egípcio beledi. A palavra "americano" deixou claro que ATS® era claramente uma invenção americana, não é um estilo de dança tradicional. "Estilo Tribal", descreveu os bailarinos que trabalham juntos como um grupo, uma tribo.
De volta ao estúdio, o sistema foi evoluindo. Devido à natureza casual de oportunidades de shows do FCBD®, a dança foi em grande parte de improviso. Simplesmente não havia um caminho, ou uma necessidade para coreografar porque o espaço da apresentação era frequentemente alterado no último minuto, sem ensaio prévio ou qualquer informação sobre o espaço de atuação.
Duetos, trios e quartetos trabalhavam em formações definidas. Se o palco era de dois lados, ou se o espaço de dança era em arena, as dançarinas poderiam virar a liderança na direção oposta. Em outras palavras, enquanto os dançarinos ficaram em formação, o grupo poderia ir para qualquer direção e a liderança poderia mudar, dependendo do local do público. Carolena havia desenvolvido pistas para cada passo ou combinação, geralmente um braço ou o movimento da cabeça que poderia ser facilmente visto. Ela descobriu que, todas os movimentos começavam com um gesto para a direita, as dançarinas tendiam a inclinar para a esquerda, permitido que a tribo visse claramente a bailarina principal.
Os trios e formações são o brilho do ATS®. Muitas vezes despercebido por causa dos trajes elaborados, música emocionante e beleza das mulheres que dançam junto, formações e sugestões são a âncora da coreografia improvisada. Mesmo ocasionalmente, uma coreografia é criada em torno da lógica das formações e sugestões de movimentos.
O conceito básico permanece o mesmo: líder para a esquerda, seguidores para a direita. Preste atenção para a interação entre os bailarinos, que sempre tem sua atenção treinada para a posição de liderança, buscando a deixa para a próxima etapa. Quando os dançarinos se enfrentam e fazem contato com os olhos, a liderança é neutra, caindo para o dançarino que se apresenta na próxima sugestão de liderança. 
Permita-se ver toda a imagem: mulheres que trabalham juntos em cooperação, um grupo focado em apresentar a dança como uma entidade única – o bando de pássaros!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

BINDIS

“A beleza de uma mulher é multiplicada mil vezes quando usa um bindi." (Provérbio Hindu) 

Sempre adorei este acessório! Não sei explicar exatamente porquê, mas tenho uma grande paixão por eles: os BINDIS! E me identifico tanto com o provérbio acima, que se não fosse tão "incomum", usaria todos os dias um diferente, afinal, sair igual árvore de natal é comigo mesma! (Isto porque vocês não viram que eu vou para o trabalho, a pé, ensaiando meus snujs... sou fã da otimização do tempo!)
Pedi para minha querida Krishna, comentar algo sobre o uso deste acessório, para me esclarecer um pouco mais, ela me passou um texto, que transcrevo para vocês:
"Mesmo sendo perguntada sobre isto muitas vezes, ainda fico um pouco surpresa de como responder. De todos os belos ornamentos que uso enquanto danço, o pequeno ponto brilhante entre as sobrancelhas é o mais importante para mim. É o toque final ao traje da dança indiana perfeito, tanto clássico, quanto contemporâneo. Em um nível mais pessoal, me faz lembrar do dia mais emocionante e especial: quando concordei em andar ao lado do homem mais maravilhoso do mundo, para o resto da vida.
No dia do meu casamento finalmente tive o privilégio de usar o sagrado bindi vermelho, como as mulheres de origem indiana têm feito por gerações, um sinal de castidade e compromisso com o nosso único e verdadeiro amor.
O bindi, que vem da palavra sânscrita "bindu" - que significa gota ou ponto, é uma decoração tradicional, usada especialmente pelas mulheres, do Sul da Ásia, especialmente na Índia. O bindi é uma forma de adoração do nosso terceiro olho, a residência de inteligência pura. No hinduísmo, vemos homens e mulheres usando esses pontos vermelhos ou gotas, feitas a partir de vermelion vermelho ou amarelo. Diz-se também que as mulheres são consideradas como Srimati Lakshmi-devi, ou Deusa da Fortuna, e vermelho é uma cor auspiciosa.
Então, quando uma mulher se casa, ela traz toda auspiciosidade e boa sorte para sua casa, usando o bindi vermelho entre outros itens. O bindi também afasta o mau-olhado. Algumas mulheres acreditam que quanto maior o bindi, mais fortuna virá a sua casa. Quando faço uma apresentação de dança Bharatnatyam (dança clássica do sul da Índia), gosto de usar um bindi simples, vermelho, como uma lágrima. Mas durante uma performance de Bollywood, gosto de usar uma cor e estilo para combinar com a minha roupa.
Tradicionalmente, bindis são apenas um pouco vermelion em pó, aplicado com a ponta do dedo anelar, as mulheres casadas também colocam um pouco do vermelion no meio de seus cabelos, logo acima da testa. No entanto, existem muitos tipos diferentes de Bindis. Eu, pessoalmente, adoro bindis auto-colantes. Às vezes é um pequeno ponto vermelho, às vezes um fabuloso e extravagante, com cores diferentes, strass, pequenas pérolas e fios de ouro em uma longa forma. Seja qual for a ocasião, um bindi é um must!
DICA BACANA! Se você não tem vermelion ou bindis adesivos, use um pouco de batom ou até mesmo lápis de olho para fazer um belo bindi vermelho!
Em ocasiões especiais, algumas mulheres gostam de usar "gopis dots" que são pontos decorativos a partir do bindi, passando por cima das sobrancelhas e terminando sob os olhos.
Hoje em dia, os bindis tornaram-se uma declaração de moda. Um acessório facial bonito, algo para combinar com uma roupa linda! As mulheres estão usando bindis agora mais do que nunca!
Seja qual for o caso, ou ocasião, use seu bindi orgulhosamente!" (Narayani)



De tanto querer as peças maravilhosas, que eu só via no exterior, comecei a me aventurar na confecção de algumas peças, e surgiu, bem timidamente meu espaço: Bukuri Atelier, que vai comercializar peças únicas.

Espero que vocês tenham gostado da matéria!











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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

DANÇA TRIBAL por Asmahan Escola de Artes Orientais

As primeiras apresentações conhecidas por Estilo Tribal foram apresentadas por grupos que se revezavam em apresentar danças de vários tipos, ditas “folclóricas” do Oriente Médio em feiras regionais na Califórnia, em meados de 1968. Naquela época o termo não existia e o número teatral era simplesmente considerado entretenimento por seus expectadores e participantes.
 
Dança Tribal Fusion é parte do movimento de Dança do Ventre Estilo Tribal, que começou na área da baía de San Francisco, Califórnia, em 1967, fundado por Jamila Salimpour. 
Jamila Salimpour ensinou Masha Archer, uma feminista e visionária que procurou eliminar o estigma machista que tinha sido anexado a Dança do Ventre desde de meados do século 19. 

Masha Archer ensinou Carolena Nericcio que mais tarde iria formalizar e codificar o que hoje é conhecido como American Tribal Style (ATS). Depois de dançar com a companhia de Masha Archer, o San Francisco Classic Dance Troupe, e após o término do grupo, Carolena Nericcio começou a ministrar aulas em 1987. 

Jill Parker estudou ATS com Nericcio, tocando com Carolena o grupo fundador do ATS, o FatChanceBellyDance

Após deixar o FatChanceBellyDance, Parker formou o UltraGypsy em 1996, e ensinou sua nova experimentação com o ATS para muitos estudantes e inaugurou assim um estilo derivado do ATS, o Tribal Fusion.

São duas as principais modalidades de Dança Tribal
Tribal Fusion - é um estilo de dança solo ou grupal, que fusiona movimentos de ATS com hip hop popping, krumping, dança contemporânea e moderna . O Fusion propõe a desconstrução dos elementos de ATS, mediante a tendências musicais experimentais, que mesclam batidas eletrônicas e músicas folclóricas mundiais. Desta idéia original, mesclar o ATS com elementos e dança urbana, surgem inúmeras possibilidades estéticas, como fusões futuristas, vintage, tango e danças brasileiras.
American Tribal Style (ATS) - ATS (American Tribal Style) é um estilo de dança grupal, moderna e de improviso que mescla Gawazee (dança das ciganas egípcias), Flamenco e Dança Clássica Indiana, nascida na década de 70 na Califórnia (EUA) e é a base para diversos outros estilos de Dança Tribal, chamados de Tribal Fusion. No ATS não existe dança solo, é sempre em grupo, ou “em tribo”.
FATCHANCEBELLYDANCE




domingo, 9 de novembro de 2014

5A CIA DE DANÇA - PB

Grupos Brasileiros: 5A CIA DE DANÇA


A 5A CIA DE DANÇA é um grupo que não se resume apenas a coreografias, nem está sempre dançando juntas vem com o objetivo de promover eventos em todos os segmentos culturais, pois entendemos que essa também uma forma de melhor disseminar a cultura dos nossos estilos em dança. Estamos produzindo os eventos de outros artistas e, ao mesmo tempo, oferecendo nosso conhecimento. Deste janeiro de 2013 promovendo eventos e intervenções artísticas.

O grupo tem sua formação original com as bailarinas: Andréa Monteiro, Alecsandra Matias, Anna Patrícia Brasileiro e Anne Mel com estilos diferentes de dança.

O grupo fará sua primeira performance em dança tribal Gpysy com as bailarinas e professoras Andréa Monteiro e Alecsandra Matias e contará com a participação das alunas do Centro da Juventude do Bairro do Rangel alunas da professora Alecsandra Matias,    dia 07 de dezembro de 2014 às 17hs no Teatro Ednaldo do Egypto no I FESTIVAL DE DANÇA, promovido pela 5A CIA de Dança contando com diversas atrações em dança,  ventre, tribal, dança cigana entre outras.

Maiores Informações: FANPAGE  5ACIA DEDANÇA | EVENTO DO FESTIVAL
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

PODCAST - REBECA PIÑEIRO



Vocês já ouviram o podcast produzido pela Sala de Dança que teve como tema o Tribal?

Uma entrevista muito legal e esclarecedora com Rebeca Piñeiro:

Hoje Carol LouroValéria AlvesBruna Milani e O Diretor conversam com a bailarina, professora de ATS (American Tribal Style) e Tribal Fusion Rebeca Piñeiro.
A convidada fala sobre as origens, os conceitos e fundamentos desses estilos e esclarece dúvidas muito comuns a seu respeito como a fama de “dança do ventre rebelde”, os trajes e a música.
Será que você realmente conhece o Tribal? OUÇA AQUI!

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