segunda-feira, 24 de junho de 2013

ENTREVISTAS - KILMA FARIAS - PARTE 2

Aerith entrevista Kilma Farias
BLOG: O evento Caravana Tribal Nordeste(CTNE), sob direção e produção sua, de Bela Saffe, Cibelle Souza e Aquarius Tribal Fusion (ATF), é um dos eventos que se destaca no país, unindo quatro cidades nordestinas durante o ano. Conte-nos como surgiu a idéia do evento, sua proposta e objetivos, organização e elaboração deste,bem como a repercussão do mesmo para a comunidade tribal quanto para seu público no Nordeste Brasileiro. Vocês tem pretensão em ampliar o alcance dos estados do nordeste que se envolvem com o evento? 
Caravana veio com tudo em 2010, e o objetivo principal sempre foi difundir e fomentar a pesquisa do Tribal Brasil. Sendo um evento itinerante, a Caravana estava a cada dois meses em uma cidade diferente, entre João Pessoa, Natal, Salvador e Recife. Os eventos continham workshops de tribal, oficinas de danças populares e show.

A ideia surgiu quando estávamos eu e Bela conversando na recepção da Bele Fusco em São Paulo. Na ocasião eu estava ministrando um workshop de Tribal Fusion e antes de começar, troquei uma ideia com a Bela que me contou que também amava as fusões com danças afro-brasileiras. Daí então, pensamos na possibilidade de um festival onde pudéssemos convidar as pessoas a produzirem seus trabalhos nesse contexto. E de muitas conversas surgiu a Caravana Tribal Nordeste. Outro dia, em minha casa, em João Pessoa, a Alê Carvalho, do Aquarius, se propôs a escrever o projeto e daí com ele pronto colocamos em prática. Convidamos a Shaman, que aceitou o convite, e começamos a trabalhar.

O primeiro ano foi dureza porque fomos aprendendo com os erros e, mesmo assim, realizamos 4 edições e uma especial com a presença de Sharon Kihara e Bele Fusco. Também produzimos documentários para que as praticantes de outras regiões do Brasil tomassem conhecimento do que estávamos realizando aqui por essas bandas.


O segundo ano foi bem mais tranquilo, inclusive aqui em João Pessoa, consegui aprovar projeto pelo Fundo Municipal de Cultura (FMC), o que possibilitou pagar excelente cachê a cada professor, ao documentarista, iluminador, arte e divulgação, etc.

Em 2012 tivemos uma mudança. A Shaman se despede da Caravana e passa a realizar o Shaman’s Fest. A Bela Saffe, em Salvador, também passou a trazer convidadas internacionais. Em Recife e João Pessoa continuamos com a mesma proposta de pesquisa do Tribal Brasil e sempre que possível participamos da edição de Salvador, a exemplo da edição com Mira Betz.

Todas as colaborações são muito bem-vindas. Ano passado a Nadja El Balady esteve na edição de Recife ministrando aulas e contribuindo com a pesquisa do Tribal Brasil. Ou seja, basta querer fazer parte :)

Não estamos buscando ampliar, envolver outros estados do Nordeste nem de outras regiões do Brasil. Mas se isso acontecer espontaneamente será muito bom. Em Fortaleza temos parceiras, no Maranhão também, mas não chegaram ainda a proporem sediar uma Caravana. Por enquanto seguimos sem pressa, curtindo os estudos e descobertas do caminho. 
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Dance, não como se fosse o seu último gesto no mundo, mas como se fosse sempre o primeiro. Buscando descobrir um caminho novo para o braço, para o quadril, escutando o que vem de dentro, percebendo suas reais possibilidades e transformando tudo isso em comunicação. Sinta com todo o corpo; sinta com os pés, com os seios, com as costas, com os cabelos e deixe que cada parte comunique ao todo sua verdade. A dança que me emociona é aquela que transcende a estética, transcende a matéria, porque começa primeiro na nossa alma. E esta, por sua vez, se comunica com o mundo exterior através do corpo que se utiliza, ou não, da técnica. Dancemos a vida!

ENTREVISTA COMPLETA COM FOTOS E VÍDEOS:
  
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domingo, 23 de junho de 2013

ENTREVISTA - KILMA FARIAS - PARTE 1

Aerith entrevista Kilma Farias
BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre/tribal. Como tudo começou para você? 
Meu primeiro contato com a dança foi na infância, aos 4 anos de idade, no pré-ballet e dança criativa; depois vieram a ginástica rítmica e a dança contemporânea, mas eu não tinha ainda o real desejo em viver para a dança. Praticava enquanto hobby.

Na adolescência também fiz teatro um longo tempo. E acabei largando tudo para me dedicar à faculdade de comunicação social. Vim me reencontrar com a dança já aos 21 anos, quando busquei a dança do ventre como uma forma de equilibrar corpo e mente, no final de 1999. Aqui mesmo em minha cidade encontrei uma professora, a Martha Farias, e logo me matriculei, mas também não tinha pretensão em trabalhar com dança.

Minha relação profissional com a dança veio de um processo natural. Em 2002 eu já estava bem desenvolvida nos estudos e buscava ainda outras professoras que pudessem me auxiliar na caminhada e logo surgiu a oportunidade de ministrar aulas. A partir de 2003 percebi que a dança do ventre tinha me escolhido e que eu deveria fazer escolhas, pois não dava para continuar com o jornalismo ao mesmo tempo. De lá pra cá foram muitas idas e vindas, me dividindo entre ser apenas professora e entre ser professora, bailarina e jornalista.

Em 2004 publiquei o livro Dança do Ventre da Energia ao Movimento pela Editora Universitária (UFPB) e já me dedicava ao estudo do Tribal e das Fusões com danças populares e afro-brasileiras. Desde então, do primeiro contato com o Tribal, me apaixonei fortemente e decidi tomar para mim a missão de divulgar o estilo e de também contribuir com uma formação de caráter mais brasileiro, contendo nossa identidade.
BLOG: Como é o cenário da dança tribal na Paraíba? Pontos positivos, negativos, apoio da cidade, repercussão por parte do público bem como pela comunidade de dança do ventre/tribal?
O Tribal tem tido excelente respaldo, tanto dentro da comunidade praticante do ventre quanto nos círculos de dança contemporânea. Esse ano a Prefeitura me contratou para coreografar a cena do Palácio de Herodes no evento da Paixão de Cristo, que aqui é bem tradicional. E o pedido foi o tribal. Foram feitas oficinas diversas, pois não trabalhei apenas com bailarinas da Lunay, havia integrantes de diversos grupos, inclusive bailarinos de dança contemporânea. Todos amaram!

Claro que ainda há muita desinformação e sempre que possível estamos nas TV, jornais, rádios, divulgando o estilo e divulgando nossos eventos. Também já realizamos uma campanha informativa, distribuindo fanzines que visavam esclarecer a dança tribal, dicas de onde pesquisar na internet, onde baixar músicas, onde fazer aulas em nossa cidade, sobre figurino e maquiagem, etc.

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

ENTREVISTAS - BETTY DAMBALLAH

BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre/tribal. Como tudo começou para você? Para primeiro contato com dança devo falar sobre a capoeira que tem definição dupla: dança e arte marcial. Meu pai foi um dos primeiros mestres de capoeira do sul do Brasil, assim, iniciei na capoeira com 5 anos . Aos 6 anos fiz minha primeira apresentação na TV. Aos 15 já lecionava com o grau de professora, mas não gostava, pois adorava “dança” com musica que eu gostava, a dança dos filmes de cinema... kkkk ... mas meu pai só tinha uma palavra: capoeira. Assim iniciei no jazz somente quando pude pagar.

Iniciei no jazz aos 16 e fiquei por lá até os 19. Nessa época fazia aula com Ronald Pinheiro, grande nome da dança por aqui; mas agora ele está na dança de salão.

Depois fui para a aeróbica e também lecionei e dancei muito. Foi uma época muito gostosa! Mas estamos no Brasil, local de modismos: por conta da lambada a aeróbica foi meio que ficando para escanteio e eu precisava trabalhar. E não deu outra: dei aulas de lambada por dinheiro!! Eca!!! Kkkk E por incrível que pareça, foi onde ganhei mais dinheiro com dança: salas lotadas e fila de espera. Reflexão: “como o brazuca gosta de modinhas!”

Com o fim da lambada, eu precisava trabalhar e ganhar dinheiro como todos. Assim, entrei na área comercial . Reduzi meu contato com a dança para workshops e oficinas. Essa foi a época mais obscura da minha vida, pois seres dançantes sofrem muito quando não podem dançar/criar.

Adoraria fazer uma faculdade de dança ou de psicologia (que amo igualmente como a dança), mas as duas na época eram impensáveis para mim, as duas eram diurnas; e psicologia noturna era exorbitante para o meu bolso.

Assim minha formação foi em Administração com ênfase em Informática, por conta da área onde atuava que era Telecom. E por lá fiquei 15 anos. Meu último emprego nessa área foi na Embratel como gerente nacional. Onde com certeza me deixou desse jeitinho maluco kkkk... eram muitas viagens, metas alucinantes e ambiente emocional insalubre.

Ainda em Telecom em 2000 iniciei meus estudos com a dança do ventre. Uma amiga que dançava lindamente (nunca em publico ou profissionalmente) me dava aulas particulares: Marcia Nicolaki. Ótimas aulas, ótimos papos.

Necessitava de um método, assim em 2002 fui para a escola Arte em Movimento de Dunia Benke (KK),
que na época veio morar em Curitiba. Era um espaço lindo, todo temático. Um lugar dos sonhos que me acolhia quando eu estava estressada do mundo corporativo. E a Dunia tinha um método realmente muito bom e sua dança, de uma introspecção e beleza ímpar. Mas um dia ela foi embora e continuei as aulas com outra professora do espaço, a Dionara Dipp, que tem uma didática ótima. Aulas bem montadas e em seqüência. 

Adoro a dança do ventre, mas havia duas coisas que me irritavam profundamente: a maioria das músicas e os figurinos. Eu chegava em casa e praticava muito, muito mesmo; até 4 horas de prática, mas com as minhas músicas e pensava: “Por que não pode ser diferente??” Uma vez na net (aquela época não existia o Youtube), achei umas fotos de tribal. NINGUÉM sabia me dizer do que se tratava. Colhi alguns nomes e pedi para uma amiga que mora em Boston procurar alguns vídeos para mim e quando recebi o primeiro DVD do Awalin quase tive um treco: ACHEI A MINHA DANÇA!! Lilililililiiiiiiiiiiiiiii

Me arrepiei, meus olhos se encheram de lágrimas (parece piegas, mas bem isso que aconteceu, o tribal faz isso com a gente. Você acha que é você que escolhe a dança, mas não... acredite: Ela escolhe você!)

E fiquei com a Dionara até 2005, ano em que tentei minha primeira banca e reprovei; e também o ano de fundação do Damballah.

E para incrementar o tribal fiz o básico do flamenco em diversas oficinas; e quatro anos e meio de Barathanatyam com a mestra Tania Fraguas; e aulas trimestrais com a  mestra Patricia Romano.

Em 2009, veio finalmente a profissionalização em Dança Urbana Tribal. 

Não vejo o tribal sem a dança do ventre.  Assim considero que minha trajetória no Tribal começou lá em 2000.  Então tenho 13 anos na dança. Dançarina profissional DRT/PR 24466 ao seu dispor!! Lililililiiiiii


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Primeiro ato de fé do tribal: Se livre de toda a purpurina (em casos extremos faça uma desentoxicação com as pretas e roxas) .. kkkk .. Brincadeira.

Meu apelo: Se profissionalizem - de verdade!! Cobrem pelos seus serviços - de verdade. Use a prática do contrato – de verdade; e estude MUITO!! Aprenda a tocar snujs, por Zeus!! E pare de fazer coreografias “frankstain”, fica feio e todo mundo percebe sim! Lilililiiiiiiiiiiiiiiiiiii

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quinta-feira, 11 de abril de 2013

ENTREVISTAS - BRUNA GOMES

Aerith entrevista Bruna Gomes
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As danças do ventre e tribal surgem para mim quase que misturadas, embora eu não soubesse disso. Iniciei meus estudos na Dança do ventre em 2000, pois me apaixonei ao ver uma bailarina, chamada Karina Iman, a qual admiro e considero ainda uma referência na dança, dançar num bar alternativo de Porto Alegre. Achei inusitada e linda aquela apresentação. Comecei o meu estudo na dança do ventre clássica com a professora Alessandra Padilha, e continuei sempre buscando em mim aquele tipo de dança que eu vira pela primeira vez: uma dança bela, exótica e lúdica. Por cinco anos mantive os estudos na Dança do Ventre desconhecendo a Dança Tribal. Porém, nunca me achei enquadrada no estilo clássico de dança do ventre. Meus figurinos eram exóticos e elaborados por mim, minhas composições coreográficas partiam muito de um processo criativo e nunca usava músicas clássicas ou folclóricas nas minhas criações.

Em 2005, eu já participava do Grupo Iman (grupo da professora que inspirou o meu percurso), e surgiu a oportunidade de apresentarmos uma coreografia no show de 10 anos de carreira da bailarina Brysa Mahaila, representando o estilo de dança tribal. Fomos à busca desse novo estilo, que desconhecíamos. Na época, o que tínhamos de referência eram apenas alguns textos retirados da internet e o DVD Foulis Berger – Superstars (não existia ainda o youtube no Brasil, o qual hoje é uma das principais fontes de pesquisa no campo da dança). Desenvolvemos uma coreografia de tribal, trabalho dirigido por Karina Iman e interpretado por mim, Daiane Ribeiro, Niriane Neumann e a própria Karina. Identifiquei-me na hora com o estilo e busquei pesquisar mais sobre este e, desde então, mantenho os meus estudos. Percebi que a estética de dança que eu sempre busquei e fiz foi de dança tribal.

BLOG: Deixe um recado para os leitores do blog. A linguagem corporal é a forma mais intensa e tocante de exercitar a interação, a dança é uma ferramenta para essa leitura. Seja interessado para poder ser interessante, só é possível emocionar se partir de dentro. Fica a dica! ;)












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http://aerithtribalfusion.blogspot.com.br/2011/11/entrevista-15-bruna-gomes.html
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

ENTREVISTA - NADJA EL BALADY

BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre/tribal; como tudo começou para você? Voltei a dançar com 19 anos, na época em que fazia a formação em teatro. Na verdade esta foi minha primeira profissão. Totalmente abandonada em função da dança, posteriormente. Voltei a dançar porque queria me exercitar, fazer algo que desenvolvesse minha feminilidade, que me preenchesse. Neste período fiz dança do ventre, cigana, afro, maracatu, e dança espanhola. Depois fiquei só com a dança do ventre e o maracatu (danças populares brasileiras em geral). De todas, a dança do ventre foi a que me deu a sensação de estar voando... coisa mais preciosa para meu espírito.








BLOG: Deixe um recado para os leitores do blog. Dançar é auto conhecimento, é troca de energia, é buscar a felicidade. Ser profissional da dança é saber lidar com os ossos do ofício, mas se não estiver dando prazer e sim dor de cabeça, repense seu caminho. Você não precisa ser a melhor, a mais famosa nem a mais bonita. Só precisa ser você.


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