terça-feira, 22 de março de 2016

Pilares do Tribal - Barbara Kale

Pesquisa sobre o Tribal no RS | Conte sua trajetória dentro do Tribal.
Trajetória - Inspirações - Cursos - Cenário - Linha de Trabalho - Definição
Respostas enviadas durante o ano de 2015.
Barbara Kale ex-integrante do Read My Hips

Minha experiência com a Dança Tribal no RS foi um pouco diferente... 

Eu estudei Tribal nos Estados Unidos, onde morei por cinco anos, e fiz parte de um grupo de dança, Read My Hips, em Chicago. 

Antes de voltar para o Brasil em 2006 eu já comecei a procurar contatos, pois queria continuar dançando Tribal. Na época, quando se falava em Dança Tribal no Brasil, só tinha a Cia Halim, de São Paulo. E o que elas faziam era bem diferente da experiência que eu tinha. 

Em setembro de 2006 participei do, assim chamado, 1º Workshop de Dança Tribal no Estado, promovido pelo estúdio de dança do ventre da Mahaila Diluz, com a presença de Shaide Halim

No show de encerramento do evento eu pude observar que, apesar do trabalho de algumas bailarinas já apresentar características visuais e de figurino Tribal, a técnica de Dança Tribal propriamente dita, que tem sua base no ATS, era completamente desconhecida. Mas já existia um movimento de fusão da dança do ventre tradicional com outros estilos. 

Foi a primeira vez que vi a Karina Iman e seu grupo dançando, e fiquei bastante impressionada com o trabalho delas. Mas com base em tudo que eu tinha aprendido até então, não tinha ninguém trabalhando com Tribal



Eu dancei por um tempo no Souq, e dei aulas de ATS e Tribal Fusion tanto no Souq quanto na Escola Harem

Eu nunca tive muito sucesso nestas empreitadas, até porque nunca gostei muito de dançar sozinha, e para conseguir formar um grupo de Tribal tem que se ter dedicação quase exclusiva para a dança. 
 
As alunas na sua maioria queriam apenas aprender alguns aspectos da Dança Tribal para aplicar a suas coreografias de Dança do Ventre, e poucas tinham interesse em focar somente em ATS

Eu trabalhava 40h, então a dança era mais um hobby. 
Esta carga horária funciona para alunas, mas para a professora fica bem difícil.

Eu participei de alguns eventos de Dança do Ventre no estado, mas o evento organizado pela Bruna Gomes, o Introspetáculo de 2008, foi o primeiro que focou em trabalhos de fusão mesmo - tanto de Dança Tribal quanto de Dança do Ventre

Pra mim foi uma experiência muito marcante, com um clima de "comunidade tribal", acolhedora e aberta a experimentação, similar a que existe nos EUA. 

Como em 2009 eu saí de Porto Alegre e mudei para Santa Maria, acabei me afastando bastante da dança tribal no estado. 

Acho que hoje em dia a situação é bem mais promissora, já tivemos várias bailarinas americanas no Brasil, tem muitos vídeos e cursos online de Tribal, o que contribui para a formação técnica e fomenta a nossa criatividade.


Fonte: texto de Barbara Kale para o Blog.

Fotos do MySpace.



Cronologia baseada nos dados enviados e pesquisas na internet.

2001 - Barbara Kale inicia seus estudos no ATS junto com o grupo Read My Hips de Chicago.

2002 - Estilo Tribal Brasileiro começa a ser divulgado no Brasil por Shaide Halim e a Cia Halim.

2003 - 

2004 - 

2005 - 

2006 - Barbara Kale volta dos EUA para Porto Alegre.
Barbara Kale começa a ministrar aulas de ATS Tribal Fusion no Souq.

2007 - Barbara Kale começa a ministrar aulas de ATS Tribal Fusion na Escola Harem.

2008 - Participação no Introspectáculo Dança Tribal & Dança do Ventre Experimental - produzido por Bruna Gomes e Estela Sanarte - Teatro de Arena (POA/RS).

2009 - Barbara Kale se muda de Porto Alegre para Santa Maria.
2006 - Spirit of The Tribes
2006 - Spirit of The Tribes (Finale)
Fonte: texto enviado por Barbara Kale para o Blog
Fotos: arquivo pessoal de Barbara Kale no Facebook

domingo, 20 de março de 2016

Pilares do Sul - Bruna Gomes (Definição)

Defina o que você entende por  “DANÇA TRIBAL”.
 Trajetória - Inspirações - Cursos - Cenário - Linha de Trabalho - Definição
Respostas enviadas durante o ano de 2015.

Superficialmente, posso dizer que a Dança Tribal emerge da Dança do Ventre, agregando, fundindo, manifestando novas possibilidades. 

Entendo que é uma versão contemporânea do estilo, adequada ao nosso contexto atual de sociedade que representa a liberdade de expressão. 

Aproveito o espaço para colocar que não compactuo com um enquadramento do estilo, como muitas vertentes do estilo atualmente lutam por fazer. 
 
** Bruna, agradeço imensamente tua disposição em contribuir com nesta pesquisa. Sucesso e muita Dança! **


Fonte: texto enviado por Bruna Gomes  para o Blog
Fotos: arquivo pessoal de Bruna Gomes  no Facebook

sábado, 19 de março de 2016

Pilares do Sul - Bruna Gomes (Linha de Trabalho)

Você consegue identificar alguma linha principal dentro do Tribal que você siga, ou que mais se identifica?
Trajetória - Inspirações - Cursos - Cenário - Linha de Trabalho - Definição
Respostas enviadas durante o ano de 2015.



Nos EUA, quando eu participei do Tribal Fest, meu estilo foi definido pelos organizadores (Kajira Djoumahna e Chuck Lehnhard) de "Tribal Interpretativo". 

Até então desconhecia essa nomenclatura, mas concordei, já que é para se enquadrar em algo, é o que mais se aproxima.









 Bruna Gomes em sua apresentação no Tribal Fest 14.

Fonte: texto enviado por Bruna Gomes  para o Blog
Fotos: arquivo pessoal de Bruna Gomes  no Facebook

sexta-feira, 18 de março de 2016

Pilares do Sul - Bruna Gomes (Cenário)

Como você vê o cenário do tribal no RS atualmente?
Trajetória - Inspirações - Cursos - Cenário - Linha de Trabalho - Definição
Respostas enviadas durante o ano de 2015.

Apesar de estarem surgindo novas fontes de Dança Tribal constantemente no RS, sinto que falta um espaço maior de visibilidade, faltando criar um público próprio para o estilo. As demonstrações tem sido feitas principalmente em teatros e eventualmente em eventos de Dança do Ventre, portanto, limitada à um público que já conhece o estilo.  Mas acredito que estamos engatinhando nesse processo.






** Bruna Gomes participa como coreógrafa do Projeto chamado Guerrilha Tribalde Estela Sanarte.

Este Projeto é parte do Al-málgama Tribal. **
 
 


Fonte: texto enviado por Bruna Gomes  para o Blog
Fotos: arquivo pessoal de Bruna Gomes  no Facebook