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terça-feira, 25 de agosto de 2015

ENTREVISTAS - ALESSANDRA TUBBS

Alessandra Tubbs entrevistada pelo Olho Vivo - Cláudio Alcântara.

Alessandra Tubbs divulga a cultura e danças ciganas na região, o objetivo da bailarina é diminuir cada vez mais a visão deturpada que algumas pessoas têm dos ciganos.

"Eu e a dança somos um único ser, é missão terrena; quando danço me liberto das amarras terrenas e fico livre para criar." 
Ela é professora de ciências e biologia. Durante as manhãs, leciona no Ceja (Centro de Educação de Jovens e Adultos). Mas é na dança que Alessandra Tubbs se transmuta. A magia dos movimentos preciosos conquista e encanta. Descendente dos ciganos Romnichals (Reino Unido), dança desde os 4 anos. Aos 20, começou a trabalhar com a dança no Rio de Janeiro e em 2007 mudou-se para Volta Redonda. Dois anos depois, iniciou os trabalhos com a dança e cultura cigana. Hoje tem um grupo (Companhia de Dança Cigana Al-Andalus), com 16 alunas/bailarinas) e é bailarina integrante do grupo de Danças Étnicas Al-dabarãn e do Grupo Tribal Bellydance Serpente do Deserto
É difícil viver da dança aqui na região? Em que está trabalhando atualmente? É complicado viver de dança no Brasil, no meu caso, se torna mais difícil, pelo fato de ensinar uma dança tão cercada de preconceitos. Leciono ciências no colégio e à noite dou aula de dança e cultura dos diversos clãs ciganos no Studio Daiane Marques. 
Como é a sua preparação (física, alimentação, cuidados estéticos) para a dança? A dança cigana requer um bom preparo físico. No meu caso, faço flamenco e tribal fusion uma vez por semana e mantenho uma alimentação saudável (não como carne, doces e frituras). 
Ainda existe preconceito com quem se dedica à arte de dançar, ou isso é coisa do passado? Não digo preconceito, mas sim uma falta de valorização, pois nós profissionais da dança gastamos com cursos, especializações, figurinos, ensaios e não temos a devida valorização, como em outras profissões. 
Geralmente onde são suas apresentações? Já se apresentou em que cidades da região? Dançou em outros estados? Países? 
Geralmente minhas apresentações de dança são em festas, eventos ou mostras de dança. Já dancei em São Paulo, em quase todo o Rio de Janeiro e Niterói. Na região, já dancei em Vassouras, Barra do Piraí, Pinheiral, Barra Mansa e Angra dos Reis. 
Você procura estar sempre se atualizando? Onde busca essas atualizações? Quais dançarinos influenciaram no seu processo criativo? Sempre estou me atualizando, pois a dança é mutável e as novas gerações reinventam a dança. Minhas especializações são, na maioria das vezes, com ciganas de vários clãs ou centros onde trabalham a cultura cigana, como o Centro de Danças Étnicas Al-Dabarãn e o Leshjae. Tenho algumas bailarinas no Brasil que admiro e com quem já estudei e trabalhei, como Anne Kellen (dança cigana russa), Wlavira TurczineK (dança cigana), Clara Sussekind - que ainda reside na Turquia (dança cigana turca), Safira - São Paulo (dança cigana banjari, kalbelia e romena). Também admiro o trabalho da bailarina Simona Jovic - República Tcheca. 
Em sua trajetória, quais os trabalhos você destaca, aqueles que foram mais gratificantes e prazerosos? Todos os trabalhos são prazerosos, a dança é o alimento da minha alma, mas destaco o trabalho que faço nas praças de Volta Redonda e no Zoológico Municipal, dar aula de dança cigana ao ar livre gratuitamente para a população que não conhece a cultura é muito gratificante.
Gostou da participação na "Quinta Cult"? Acha uma boa ideia as boates abrirem espaço para os dançarinos em suas festas semanais, como fazem com os cantores e bandas? Adorei, amei dançar na "Quinta Cult"! É uma excelente ideia, valoriza os artistas da região, dando oportunidade para a divulgação de seus trabalhos. 
A dança cigana tem uma função que vai além da artística em sua vida?  Eu e a dança somos um único ser, é missão terrena! Quando danço me liberto das amarras terrenas e fico livre para criar. A cultura cigana está em meu sangue, dançando eu honro meus ancestrais. 
Projetos. O que vem por aí? Sim tenho alguns projetos, que, por enquanto, não posso falar. O que posso adiantar é que todos envolvem uma melhor divulgação da cultura e danças ciganas, e com isso diminuir cada vez mais a visão deturpada que as pessoas têm em relação aos ciganos. 
Alessandra Tubbs - Contatos profissionais: (24) 9-9232-7623, blogFacebook, e-mail:(companhiaalandalus@gmail.com). Aulas: Studio Daiane Marques, Rua 558, nº 70, sala 105, Aterrado (prédio em cima do restaurante Spoleto).

FONTE: 

sábado, 23 de maio de 2015

FILME COMPLETO - LATCHO DROM



Latcho Drom - Filme de 1993
  1. Latcho Drom é um documentário francês de 1993, escrito e dirigido por Tony Gatlif. O filme, conduzido principalmente pela música, fala sobre a jornada dos Ciganos do noroeste da India até a Espanha. Wikipédia
  2. Data de lançamento6 de junho de 1993 (França)
  3. Duração1h 43m


Filme muito interessante que mostra a migração do povo cigano e sua influência em vários estilos de dança, entre elas, a dança oriental árabe.

Latcho Drom (viagem segura) é um documentário francês de 1993, dirigido e escrito por Tony Gatlif. O filme é sobre a jornada dos povos Romani, do noroeste da Índia até a Espanha, consistindo principalmente de música. O filme, exibido na seção "Un Certain Regard" no Festival de Cannes de 1993, descreve as migrações, canções e danças dos grupos Romani da Índia, Egito, Turquia, Romênia, Hungria, Eslováquia, França e Espanha. Algumas passagens são encenadas, porém não há diálogo nem narração.

O filme ilustra a variedade de condições em que vive o povo cigano, nômades nos desertos quentes da Ásia, ferreiros pobres e moradores de árvores nas planícies congeladas da Europa Oriental, artesãos e comerciantes na região costeira e colinas da África do Norte e Europa Ocidental. Ele também ilustra as semelhanças nos hábitos de viagem, nas melodias e temas musicais.

A jornada se passa ao longo de um ano, iniciando pelo verão, passando pelo outono e inverno e terminando na primavera. Gatlif mantém sua câmera no essencial e elementar da vida: água, a roda, fogo, animais de carga e de sustento, roupas coloridas, joias, instrumentos musicais, música e dança. Por toda parte, através de música e dança, jovens e velhos celebram, encarnam e ensinam os valores culturais da família, da viagem, do amor, da separação e da perseguição.

O filme inclui músicas do grupo romani, Taraf de HaïdouksTchavolo e Dorado Schmitt, entre outros, originários da Romênia.

Tony Gatlif (nascido como Michel Dahmani em 10 de setembro de 1948 em Argel, Argélia) é um diretor de cinema francês de etnia romani que também trabalha como roteirista, compositor, ator e produtor.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

FILME COMPLETO - GADJO DILO

Segundo vídeo indicado por, Alessandra Tubbs (que é professora na Cia de Dança Al-Andalus de Volta Redonda - RJ), seguindo a linha do Latcho Drom, que já postamos AQUI.

Aproveitem então mais estas relíquias.
Filme - "El Extranjero Loco" - Gadjo dilo (Tony Gatlif)

Este filme conta a história de um músico francês, Stéphane, que anda pela Romênia à procura de uma cantora cigana, que apenas conhece pela voz, graças a umas cassetes que o seu pai ouvia obsessivamente antes de morrer. Chega a uma aldeia cigana e tenta falar com um velho. Stéphane não sabia falar a língua dele nem conseguia ser entendido. A verdade é que mesmo sem ser entendido houve um velho que acabou por o hospedar em sua casa. No meio deste ambiente todo passado algum tempo Stéphane "mergulha no universo" cigano que desconhecia em absoluto. É então que Stéphane conhece Sabina, uma cigana que viveu na Bélgica e que começa a desconfiar do "estrangeiro louco".

"Este filme mostra bem a rotina e a vida dos ciganos do leste europeu, é maravilhoso para quem acha que ser cigano é usar corpete e flor no cabelo e balançar saia.... rsrsrsr"


*** Mande sua sugestão. Assim todos crescem e aprendem juntos. ***

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FILME COMPLETO - KORKORO - LIBERTÉ

Minha consultora em assuntos gitanos, Alessandra Tubbs, me encaminhou no mês passado mais dois filmes sobre o povo ciganos, seguindo a linha do Latcho Drom, que já postamos AQUI.

Aproveitem então mais estas relíquias.

Vamos aprender juntas! Segue o primeiro:


Korkoro - Liberté - Freedom - Filme sobre o Holocausto cigano na França ocupada (Vichy)
Segue abaixo a descrição do filme Korkoro que foi lançado em 2009 na França como Liberté, pouco conhecido do público geral, que retrata a perseguição dos ciganos na França ocupada pelos nazistas pelo regime de Vichy (dos fascistas franceses colaboracionistas dos nazis). Uma indicação pra quem quiser saber mais sobre a perseguição dos ciganos pelo regime nazi e pelos colaboracionistas dos nazis pela Europa (em vários países houve colaboracionismo por parte dos regimes fascistas fantoches locais, com deportações e perseguições de minorias).

Korkoro ("Sozinho" na língua romani) é um filme francês de drama de 2009 escrito e dirigido por Tony Gatlif, estrelado pelos atores franceses Marc Lavoine, Marie-Josée Croze e James Thierrée. O elenco do filme foi formado por várias nacionalidades, com gente da Albânia, Kosovo, Geórgia, Sérvia, França, Noruega, e os nove ciganos que Gatlif encontrou na Transilvânia.

Baseado em uma anedota/conto sobre a Segunda Guerra Mundial escrita pelo historiador Romani (Cigano) Jacques Sigot (seu blog e website), o filme foi inspirado na verdadeira vida de um Romani que escapou dos nazistas com a ajuda de aldeões franceses, e mostra o assunto raramente retratado do Porrajmos (o Holocausto Cigano). [1] Além dos ciganos, o filme tem um personagem que representa a resistência francesa na pele de Yvette Lundy (o link direciona pra verdadeira Yvette Lundy e não a atriz do filme), uma professora de francês deportada por forjar os passaportes para os ciganos. Gatlif queria que o filme fosse um documentário, mas a falta de documentos de apoio fez com que ele apresentasse o filme como um drama.

O filme estreou no Festival de Filme Mundial de Montreal (Montréal World Film Festival), vencendo o Grande Prêmio das Américas, entre outros prêmios [2] Foi lançado na França como Liberté em fevereiro de 2010, onde arrecadou $ 601.252 dólares; e receitas provenientes da Bélgica e dos Estados Unidos levaram o total para $ 627.088 dólares. [3] A música do filme, composta por Tony Gatlif e Delphine Mantoulet, recebeu uma indicação na categoria de melhor música escrita para um filme no 36º César Awards.

Korkoro tem sido descrito como "uma rara homenagem cinematográfica" aos mortos no Porrajmos. [4] Em geral, o filme recebeu críticas positivas da crítica, incluindo elogios por ter um ritmo incomum vagaroso para um filme sobre o Holocausto. [5] Os críticos o consideraram como um dos melhores trabalhos do diretor, junto a Latcho Drom, o "mais acessível" de seus filmes. O filme tem o mérito em mostrar os Romanis (ciganos) de uma forma não-estereotipada, longe de suas representações clichês como músicos.


*** Mande sua sugestão. Assim todos crescem e aprendem juntos. ***
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