terça-feira, 8 de julho de 2014

GRUPO STUDIO MAHARI - SC

INSPIRAÇÕES - Grupos Brasileiros: Studio Mahari
O Grupo Studio Mahari tem direção de Vanessa Cembranel, há 10 anos tenho o prazer de trabalhar com essa profissional e pessoa maravilhosa, talentosa e apaixonada por dança oriental.


Dentro desse grupo, surgiu o grupo de Tribal Studio Mahari, com aulas inicialmente ministradas pela Vanessa até, ela passar pra mim (Mariana) o posto de professora e diretora dos trabalhos em Tribal, pois a dedicação a Dança Árabe tomou conta de todo seu tempo. O primeiro trabalho de Tribal foi em 2007 e nunca mais parou.
É um grupo de Tribal Fusion, que já viajou por várias influências étnicas e contemporâneas, fluindo naturalmente pelo terreno fértil da Dança Tribal. Passaram muitas bailarinas pelo grupo, algumas até hoje integrantes fiéis e outras contribuíram com sua arte e se foram.



Com alguns prêmios, que não é que realmente importa pra nós , e sim a experiência em grupo, em tribo, a convivência e comunicação pela dança, a expressão pela arte. 


O que define o Grupo Mahari pra mim, é celebração, encontro, sintonia, igualdade.



Amo dançar, mas amo muito mais dançar com minha tribo!!! Que  ela cresça e evolua sempre... 

Sou muito grata a todas que fazem , ou fizeram parte dessa história. União é essência. Seja Bem Vinda

Aulas Regulares em Garopaba Santa Catarina - Academia Pinguirito e Centro Cultural Vila Encantada - Praia da Ferrugem | Workshops e shows - contato (48) 9684-2975 | e-mail malletmariana@gmail.com

Alguns Vídeos:
Visite e curta: Nossa Tribo & Nossa Dança

BAILARINA - GILMARA CRUZ

GILMARA CRUZ
Graduada em História pela Universidade do Estado da Bahia e mestranda em História pela Universidade Federal de Sergipe, Gilmara Cruz é Qualificada em Dança pela FUNCEB (Fundação Cultural do Estado da Bahia). Professora desde 2006, já ministrou workshops e oficinas em eventos de Dança e encontros acadêmicos. Foi monitora voluntária de Dança do Ventre no Curso de Extensão Cultura Corporal do curso de Ed. Física na UNEB-II. Conheceu a Dança Tribal em 2012 e desde então se apaixonou. Possui curso de formação de professores em dança ministrado por Estela Serrano e Fátima Suarez; Curso de Aperfeiçoamento teórico-prático em Dança do Ventre ministrado por Fernanda Guerreiro; Curso de Metodologia do ensino da Dança do Ventre ministrado por Fernanda Guerreiro; e curso de Formação em Tribal Fusion com Joline Andrade. Participou também de diversos workshops com professoras como: Bela Saffe, Joline Andrade, Fernanda Guerreiro, Lulu from Brasil, Monah Souad, Márcio Mansur, Letícia Soares, Kahina, Allana Alflen, Esmeralda Colabone, Ju Marconato, Janah Ferreira, Catarina Hora, Tarik, Gabriela Miranda, Cibelle Souza (Cia. Shaman), Paula Braz (Cia. Shaman), Sundari (Croácia), Guigo Alves, Rebeca Piñeiro e etc. Foi organizadora do I Festival de Dança Oriental em Alagoinhas/BA, é organizadora do evento anual Solstício das Deusas na cidade de Aracaju/SE, ministrante de oficinas/workshops com temas: A Dança do Ventre e sua relação com a Natureza; A Dança do Ventre e sua História; Dança Teatro; Resgatando o Sagrado Feminino; Movimentos Sinuosos e etc. É autora do artigo "A Aura e Autenticidade da Dança Tribal" publicado na Central Dança do Ventre e no blog Aerith tribal fusion. Admiradora das Artes Negras, Gil sempre trás um toque místico e obscuro em sua Dança. Entende a Dança como um Ritual Ancestral e sua Dança sempre é direcionada aos deuses, a natureza e ao eu interior. Atualmente além de dar aulas de Dança do Ventre, Tribal Fusion (iniciante) é praticante do Ballet Clássico, da Dança Indiana e da Dança Tribal. Recentemente fundou o grupo Bellatrix: Tribal Fusion Coven, juntamente com suas alunas.


 Vídeos:


Presa às paredes de seu antigo lar, Uma alma esquecida materializa-se em passos, D'uma dança que durante sua vida à tornou querida, E após sua morte, temida.
Este trabalho tem por objetivo usar a linguagem da Dança Tribal mesclando-a com elementos de personagens das Histórias em Quadrinhos. Com duração de 2 m 45 s, esta apresentação traz a representação da Feiticeira Escarlate, que é o alter ego da Wanda Maximoff, personagem fictícia do universo Marvel. A Feiticeira Escarlate é uma mutante que consegue manipular a realidade através de sua magia. 

** Material enviado por Gilmara Cruz para este Blog para publicação e divulgação. 
Dando ao Blog Nossa Tribo & Nossa Dança o direito de divulgar sua imagem, escritos e vídeos. **


Visite e curta: Nossa Tribo & Nossa Dança

BAILARINA - MARIANA MALLET


Nasci em Porto Alegre e vivo em Garopaba, litoral de Santa Catarina, escolhi o mar pra viver... 

Sou filha de bailarina clássica e digo sempre que a dança está em meu DNA, assim com a arte em geral. Meu pai é diretor e ator de teatro, é uma herança. 

Mas quando me encontrei mesmo, foi com a Dança Oriental, primeiro com a Dança do Ventre, com minha mestra e amiga Vanessa Cembranel. Me dediquei inteiramente a dança desde que me apaixonei perdidamente pela dança oriental, logo estava dando aulas para iniciantes.

Amo ensinar, um dos maiores prazeres da dança pra mim. Quando o "boom" Rachel Brice aconteceu no Brasil, me apaixonei novamente, desta vez pelo Tribal, a partir daí sempre estudei as duas danças simultaneamente. Participava do grupo Studio Mahari, no qual hoje ministro aulas de Dança do Ventre e Tribal Fusion, participei por um ano de um grupo de Porto Alegre que se chamava Troupe do Sul, (diretora Mahaila), participei de muitos festivais neste tempo, tanto de Dança do Ventre, como de Tribal, e vou poupá-los da longa lista de nomes de mestres (risos), pra não ser chata...

Enfim estudando muito... Fusion, Dança do Ventre e ATS, acredito que estudo dá asas a nossa inspiração. O amor, dedicação e entrega a essa arte é o que me move nessa vida.

O Tribal é incrível!! Essa mistura, de técnica com liberdade poética, etnia contemporânea, um espaço onde a arte realmente se manifesta, a UNIÃO que ela propõe, me chama, toca no meu coração. 
Sou muito feliz por fazer parte dessa tribo!

Aqui você tem alguns vídeos:


** Material enviado por Mariana Mallet para este Blog para publicação e divulgação. 
Dando ao Blog Nossa Tribo & Nossa Dança o direito de divulgar sua imagem, escritos e vídeos. **


Visite e curta: Nossa Tribo & Nossa Dança

sábado, 5 de julho de 2014

A DANÇA COM ESPADA

Relato de Mish Mish via BellyTalk, um grupo de discussões para NW Bellydancers: Está confirmado, pelo que Jamila nos disse, que foi ela quem essencialmente introduziu a Espada como acessório na Dança do Ventre:

"Nos países árabes e na Turquia, a dança com espada é feita principalmente por homens como demonstração de habilidade em combate ou para se preparar para a batalha. Em minha trupe (Bal Anat) havia um druso* do Líbano, que havia sido ensinado por seu pai, e fazia uma apresentação espetacular de Dança com Espada. E já vi vídeos de um grupo de dança persa, onde os homens fingem batalha e dança em uníssono.
THE PERSIAN SWORD-DANCE
Dançar, equilibrando uma espada sobre a cabeça tornou-se popular nos Estados Unidos, com solistas e trupes, mas não existe essa tradição nos países árabes. Equilibrar algo na sua cabeça é uma parte da vida diária, por isso não é grande coisa.

A ideia para este dança, pode ser rastreada até Jamila Salimpour e sua trupe, Bal Anat, que ficaram famosos quando começaram a se apresentar na Renaissance Fair, na Califórnia, na década de 1970. 

Jamila foi inspirada por uma pintura oriental, do século l9, do artista francês Jean Leon Gerome, de um grupo de músicos e uma bailarina, provavelmente uma ghawazee, dançando com uma espada equilibrada na cabeça e outra na mão. As espadas pertencia aos soldados turcos no fundo que tinham, sem dúvida, contratado a bailarina para entretê-los.

Jean-Leon Gerome ( Fench Painter , 1824 – 1904)

Uma réplica desta pintura aparece na gravação de "Música do Ghawazee" de Aisha Ali. 

Como a influência de Jamila se espalhou por todo os EUA, assim também, a prática de equilibrar uma espada sobre a cabeça."

** Tradução livre por Carine Würch **

Double sword performance by Malia DeFelice as part of a Jamila Salimpour's Bal Anat performance on Castro Street in San Francisco in the early 1970s. 


From Mish Mish via BellyTalk, a NW discussion group for bellydancers. It is confirmed by what Jamila told us at her weeklong, that she was essentially the one who conceived the sword as a bellydance prop:

"In Turkey and Arabic countries, dancing with a sword is done mainly by men as a display of skill in combat or to prepare for battle. My troupe used to have a Druse from Lebanon who did a spectacular sword dance his father had taught him and I have seen videos of a Persian dance troupe where the men feign battle and dance in unison.
Dancing while balancing a sword on your head has become popular in the United States with soloists and troupes but there is no such tradition in Arabic countries where balancing something on your head is a part of daily life, so it's no big deal The idea for this dance can be traced back to Jamila Salimpour and her seminal dance troupe, Bal Anat who became famous performing at the Renaissance Fair in California in the 1970's. Jamila was inspired by an Oriental painting from the late l9th Century by French artist Jean Leon Gerome of a group of musicians and a dancer, probably a ghawazee, dancing with a sword balanced on her head and another held in her hand. The swords belonged to the Turkish soldiers in the background who had undoubtedly hired the dancers to entertain them. A replica of this painting appears on Aisha Ali's recording of "Music of the Ghawazee" As Jamila's influence spread throughout the USA, so to did the practise of balancing a sword on your head."

Texto via Blog Deep Roots Dance de  +Shay Moore :
 (with her permission to translate to portuguese - com sua permissão para tradução).

Visite e curta: Nossa Tribo & Nossa Dança

* Os drusos (em árabe: درزي, pl. دروز, transl. darazī, pl. durūz; em hebraico: דרוזים‎, transl. druzim) são uma pequena comunidade religiosa autónoma que reside sobretudo no Líbano, Israel, Síria, Turquia e Jordânia (pequenas comunidades expatriadas existem ainda nosEstados Unidos, Canadá, América Latina, Austrália, e Europa). Eles usam a língua árabe e seguem um modelo social muito semelhante ao dos Árabes da região. Não são considerados muçulmanos pela maioria dos muçulmanos da região, apesar de alguns drusos dizerem que a sua religião é islâmica. A maioria dos drusos considera-se árabe, apesar de alguns drusos israelenses não se considerarem como tal. Existem cerca de um milhão de drusos em todo o mundo, a maioria dos quais vivendo no Médio Oriente.
Os drusos auto-intitulam-se em árabe como Ahl al-Tawhīd "o povo do monoteísmo". A origem do nome druso é debatida, mas costuma ser ligada com Maomé al-Darazi, um antigo mensageiro da comunidade, que é considerado um herético pelos drusos hoje em dia. (via wikipedia)

terça-feira, 1 de julho de 2014

MOVIMENTAÇÃO MASCULINA NA DANÇA

Texto enviado por Marcelo Justino.

Quando eu dizia as pessoas que dançava bellydance, a primeira pergunta era: Você usa saia? Que tipo de roupa você usa? A segunda pergunta era: Seus movimentos são os mesmos que os das mulheres? 
E eu sempre achava engraçado esse tipo de pergunta, me imaginava de saia e começava a rir, porque me parecia algo tão óbvio não usá-las. Óbvio simplesmente por ser homem, mas pensando como leigo e alguém que não está acostumado ao estilo, passei a achar uma pergunta bem pertinente.
A escolha do figurino masculino é algo muito pessoal e sempre de acordo com o estilo do próprio bailarino, creio que seja aquilo a qual cada um se sinta melhor em mostrar seu trabalho e sua arte.

Em relação aos movimentos, sim os movimentos são os mesmos pra homens e mulheres, mas falarei sobre algo muito particular, sobre que o que sinto em meu próprio corpo.

O corpo masculino é diferente do feminino, não temos cintura tão acentuada como as mulheres, não temos quadris largos, nosso estrutura é essencialmente mais quadrada, nossos músculos são naturalmente mais rígidos, o que dificulta as vezes a execução de alguns movimentos, principalmente os mais sinuosos. Para compensar tal dificuldade, sempre tive a sensação que eu usava muito mais força que as meninas pra execução desses movimentos, o que em contra partida sempre tive a sensação que era melhor nos movimentos mais precisos, quebrados do que elas.

Pra mim enquanto bailarino, existem alguns movimentos, que particularmente eu prefiro não executá-los dentro do meu trabalho. Como alguns movimentos de braços e jogadas de cabelos que pra mim são essencialmente bem femininos, até porque sempre mantenho meus cabelos curtos. Algumas posturas ou molduras de braços como alguns dizem, também prefiro não usá-las. Quando danço solo ou com minha parceira, sempre tento manter alguns pontos de diferença para que quem me veja dançando, veja um homem dançando, não apenas pelo figurino, mas também através da minha postura em cena.

Isso é uma escolha muito pessoal, figurino e desenvolvimento de estilo, afinal estamos falando de dança, arte e cada um tem sua maneira de se expressar, aí está a grande riqueza da ARTE a DIVERSIDADE.

Por conta dessa minha escolha já fui criticado por alguns, dizendo que não dançava bem e que eu era sério demais em palco com o bellydance. Foi quando descobri o tribal, ebaaaaaa, foi paixão a primeira vista.

A postura das bailarinas e bailarinos, são muito fortes, expressivas, talvez pela influência flamenca no estilo. A postura dos braços, são fortes, mesmo as mais sinuosas. Usamos muito trabalho e força muscular, não que o bellydance não se use, mas o tribal tem como essência na minha opinião a FORÇA.

Dentro do tribal pra mim existe menos diferenças entre homens e mulheres enquanto movimentação, mas mesmo assim, sempre tenho o cuidado de escolha do que se adequa melhor a mim, enquanto homem. Meus figurinos e trabalhos coreográficos são sempre pensados no MASCULINO, a escolha da musica, acessórios.

O tribal permite muito a parte performática de cada artista, mas mesmo com toda a abertura que o estilo nos dá, nunca me imaginei fazendo um personagem feminino em cena. Trabalhar a essência masculina dentro de um estilo que pra muitos é essencialmente feminino, pra mim já é um grande desafio.


Eu gosto de desenvolver a masculinidade em cena, até porque as vezes eu sinto que a dança nos deixa mais delicados e eu sinto a necessidade de me expressar como HOMEM. Não o "homem" ser humano, mas sim o homem realmente como sexo masculino da raça humana.
Ator e bailarino há 18 anos, atua em várias modalidades como jazz, contemporâneo, clássico, sapateado, dança do ventre e tribal fusion.

Texto enviado por Marcelo Justino.
Visite e curta: Nossa Tribo & Nossa Dança