quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

BAILARINA - MARYAH AZEVEDO

MARYAH AZEVEDO

Conheça um pouco mais da sua história:


** Material enviado por Maryah Azevedo para este Blog para publicação e divulgação. 
Dando ao Blog Nossa Tribo & Nossa Dança o direito de divulgar sua imagem, escritos e vídeos. **

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sábado, 6 de dezembro de 2014

FLAMENCO, fusionado desde a criação

Toda a pesquisa para encontrar uma origem única do Flamenco parece não nos levar a lugar nenhum. O mais provável é que tenha se formado ao longo dos anos graças à miscigenação cultural de diferentes povos que habitaram a Península Ibérica, particularmente a Espanha, que é, há mais de duzentos anos, considerada a pátria do Flamenco.
GITANOS

Chegaram em 1425 e fixaram-se em várias regiões, especialmente em Andaluzia que foi onde houve uma maior sintonia com a população autóctone* que lá se encontrava. As origens do cante aparecem extremamente relacionadas às regiões da Andaluzia onde as gitanerias foram importantes. As gitanerias eram um núcleo urbano com importante presença cigana, mas também se usa o termo para expressar a qualidade que faz referência aos ciganos na forma de interpretar o flamenco.
* (Natural do país em que habita e proveniente das raças que ali sempre habitaram; aborígine, indígena.)

ÁRABES - 711 a 1492


Ocuparam vasto território espanhol, principalmente a Andaluzia, por onde entraram e também por onde partiram. Essa foi a região da Espanha onde se deu a maior influência da cultura árabe que por ali deixou um imenso legado, e, por isso mesmo, acredita-se que muitas das manifestações culturais desta região seja de origem árabe, entre elas, o Flamenco. Por outro lado, a chamada música andalusi foi levada pelos mouros expulsos da Espanha ao norte da África e lá desenvolvem seqüelas musicais. Em 1922, o compositor espanhol Manuel de Falla comenta:
"... o que não deixa sombra de dúvida é que a música que ainda se conhece em Marrocos, Argel e Tunez com o nome de música andaluza dos mouros de Granada, não apenas guarda um caráter peculiar que a distingue de outras de origem árabe, como também em suas formas rítmicas de dança reconhecemos facilmente a origem de muitas de nossas danças andaluzas: sevilhanas, zapateados, seguidillas etc."
 O musicólogo Lothean Siemens explica que o cantar a lo flamenco não é só do flamenco, mas um fenômeno muito antigo, muito espanhol. Muitos acreditam que ele seja de origem árabe, ao passo que os árabes acreditam ser de origem andaluza. Eles fazem diferença entre a música árabe pura, que é oriental, e a andalusí, que é do norte da África Ocidental. Tanto o Flamenco como a música árabe pertencem a um amplo espectro de correntes musicais que integram o chamado orientalismo musical e a semelhança entre ambas é inegável, contudo o que mais chama a atenção é que em ambas o melisma — várias notas numa mesma sílaba — é um signo comum e característico.

MOURISCOS

São os mouros e descendentes árabes que permaneceram clandestinos na Espanha depois da expulsão dos árabes.

Blas Infante, chamado de "o pai da Andaluzia", formula a hipótese de que este povo teria se misturado aos grupos de gitanos e outros marginalizados sociais para passar desapercebidos. É uma hipotése que deve continuar sendo investigada, mas se vem daí o cante, por que ele não teria surgido em outras regiões onde os mouros foram até mais numerosos, como Valencia, Aragão ou Castilha? Parece que em Granada eles também formaram um grande núcleo, mas no resto da região da Andaluzia não, portanto, ainda pairam dúvidas sobre se teriam os mouros participado da criação do Flamenco.

JUDEUS

Outra influência muito comentada no Flamenco é a dos Judeus. Já gozou de grande repercussão com base no artigo publicado em 1930 pelo escritor israelita Máximo José Khan, pseudônimo de Medina Azara. Neste artigo, ele relaciona as origens do cante com os marranos ou judeus convertidos ao cristianismo. Apesar desta teoria já ter sido francamente questionada, não se pode negar a semelhança que há entre alguns cantes hebreus com o cante jondo.
"À semelhança dos ciganos, os judeus não criaram o cante flamenco, mas colaboraram em sua conservação junto com os andaluzes e os murcianos e há pelo menos dois cantes cuja procedência judia será dificilmente negada, as antigas saetas (pura liturgia sinagogal) e a petenera. Mairena e Molina perceberam ecos do cante sinagogal em algumas seguiriyas e também nas saetas, aparentadas com o Kol Nidrei (jondo hebreu), é cantado especialmente pelos sefaraditas, os judeus de origem espanhola, e que nos leva a pensar que o Nidrei imita o jondo e não o contrário.
OUTRAS INFLUÊNCIAS 

Mais duvidosas, porém possíveis, e algumas inclusive
prováveis, e acima de tudo lógicas em um território
que foi encruzilhada privilegiada de culturas 
relevantes de cada período histórico, desde a
legendária Tartessos - império semilegendário da
Espanha antiga, que compreenderia a atual
Andaluzia, e Levante até o norte de Alicante.
Desaparecem em mãos dos Cartagenenses, em 500
a.c.; até os sete séculos de dominação muçulmana;
árabes, moriscos, judeus, músicas litúrgicas etc.



Excertos sobre a origem do Flamenco

Felix Grande:

"Camardería de la desdicha; una suerte de solidariedad espontânea que funcionó en lo momentos má dramáticos de la represión contra los gitanos, a quienes muchos andaluces payos pobres dieron cobijo."

"El cante flamenco és una expresión musical que arrastra una mezcolanza tal de voces que ni es paya, ni gitana, ni morisca, ni andaluza. Ninguno de estos pueblos tiene la primacía o monopolio del flamenco."

José Manuel Caballero Bonald:
“El flamenco vendría a resultar de una fusión entre gente que compartían, o tenían en común, modos de vidas similares, un modo semejante de buscarse la vida que facilitó la convivencia hasta el punto que llegó a resultar dificil distinguir a unos de otros."
"É coisa sabida, que depois da expulsão dos judeus e a rendição do último baluarte árabe -- fato que coincide, mais ou menos, com a chegada das primitivas tribos de ciganos à Península -- foi se criando na Espanha do século XVI uns imprecisos agrupamentos sociais, formados por indivíduos de distintas procedências e mentalidades; mouriscos e judeus, gitanos e camponeses sem terras, gente dispersa e errante perseguidos pela inquisição ou fugitivos do desterro ou clandestinidade.  
"É muito possível que, efetivamente, a etnia gitana propriamente dita não se arraigasse na Espanha senão através dessas fusões e que entre nós, tenha se dado por extensão o nome de gitanos aos supostos cruzamentos destes com aquelas famílias de deserdados de fugitivos do Santo Ofício e dos tribunais civis. Uns e outros devem ter se juntado — por motivos, às vezes contraditórios — na desgraça comum, e a mesma sociedade que os expulsou de seu seio, tenha fomentado neles a vagabundagem e a violenta luta pela vida. 
"Logicamente, esses grupos heterogêneos de foras-da-lei, aos quais foram se juntando outras vertentes sociais, acabaram fundindo num mesmo cadinho suas antigas formas de cultura, intercambiando atavismos de suas respectivas histórias sociais. 
“De toda esta longa tradição resultaria uma voz personalíssima e profunda, a alma da Andaluzia que se pronuncia em sua canção mais genuína e começa a gestar-se na mais profunda de suas dimensões: o cante flamenco.”

FONTE: http://www.cuadraflamenca.art.br/origem.php (fotos do Pinterest)
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

CABARÉ CORPOS & SOMBRAS

Vem ai...  Um evento que vai sacudir seus pensamentos....



O QUE É ?

O “Cabaré Corpos & Sombras” é um espetáculo-festa, com atrações distintas de: circo, teatro, dança, música, performances, intervenções cênicas, artes visuais, literatura e muita festa ao som de Bandas sensacionais. As apresentações são conduzidas por um Mestre de Cerimônia que faz a integração dos Artistas e publico.


QUEM FAZ?
O "Cabaré Corpos & Sombras" é uma ação do grupo Corpos & Sombras - Teatro e Circo em parceria com a Sociedade Ginástica de São Leopoldo/RS.

OBJETIVO
Este projeto tem como objetivo, transversalmente a este espetáculo-festa, ativar as relações artísticas, fortalecer a parceria, o desenvolvimento social, humano e o movimento da Arte e sua diversidade cultural Brasileira / Leopoldense.


Os ingressos já estão a venda, com desconto, na secretaria da Sociedade Ginastica e na Recepção da CDL.

Até o dia 10 de dezembro - R$ 20,00.

Garanta já o seu!




CONFIRA AS ATRAÇÕES:

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

DARK ARTS por Asmahan Escola de Artes Orientais

DARK ARTS Fusão Étnico-Contemporanea
Com a experimentação criativa do TRIBAL FUSION ao longo dos anos, algumas vertentes e interpretações autorais começaram a surgir, entre elas, influenciada pela estética da sub cultura gótica e vitoriana, o Tribal Gótico, que mais tarde tornou-se conhecido como DARK ARTS.
DARK ARTS foi o termo primeiramente utilizado pela bailarina americana da Califórnia, Ariellah para definir a fusão do ATS e FUSION com esses elementos da subcultura gótica.

Sendo ela considerada a criadora e principal representante dessa linha. 



Com uma uma proposta de dança-teatro, Jhade Sharif mescla elementos contemporâneos de sua pesquisa em expressionismo alemão, Butoh (dança-teatro japonesa), para compor um Dark Arts que contém elementos perturbadores, gestuais e densos, que refletem sentimentos profundos da alma humana e propõem tirar o espectador de sua zona de conforto e faze-lo entrar em contato com suas emoções.





ATS® por Asmahan Escola de Artes Orientais

Estilo Tribal Americano (ou ATS®) é o nome dado à dança criada pela diretora do grupo  FatChanceBellyDance®, Carolena Nericcio, em São Francisco, Califórnia, na década de 70  e consiste na fusão de elementos (movimentos de quadril da dança oriental, braços de flamenco, visual com caráter étnico/folclórico) e improvisação coordenada em grupo.
Em 1974, Carolena começou a dançar com Masha Archer e o San Francisco Classic Dance Troupe. O estilo de Masha era uma mistura eclética do egípcio clássico (Dança do Ventre), folclórico e qualquer outra influência que ela achava atraente. Masha, que era também pintora e escultora, estimulava suas alunas a criar a arte através da dança. Em 1987, após o fim da San Francisco Classic Dance Troupe, Carolena começou a ensinar em um pequeno estúdio no Noe Valley Ministry. Seu objetivo era ensinar as pessoas a dançar para que ela pudesse ter parceiros de dança.
Sendo jovem e tatuada, Carolena atraiu outros jovens que tinham o mesmo estilo de vida alternativos. Movimentos alternativos modernos também estavam em andamento e por este motivo tatuagens e estilos primitivos de adorno corporal eram a moda. Carolena e seus alunos realizaram shows em convenções de tatuagem e se tornaram conhecidos na cidade.
Quando a necessidade de um nome para o grupo de dança surgiu, um amigo sugeriu FatChanceBellyDance por ser uma rima divertida, com base nas perguntas bobas que muitas vezes as dançarinas precisam ouvir daqueles que pensam que dança do ventre é apenas um entretenimento exótico para seu prazer pessoal. Em outras palavras, a resposta é adoravelmente irônica: "Grande chance de você pode ter um show privado!" 
Como Carolena e FatChanceBellyDance® possuíam horizontes ampliados, algumas pessoas adoraram o novo estilo, outros abominaram a quebra de uma dança mais tradicional. 

Finalmente, o estilo foi chamado Estilo Tribal Americano (American Tribal Style®) de Dança do Ventre", um nome que distanciou ATS® dos estilo tradicional egípcio beledi. A palavra "americano" deixou claro que ATS® era claramente uma invenção americana, não é um estilo de dança tradicional. "Estilo Tribal", descreveu os bailarinos que trabalham juntos como um grupo, uma tribo.
De volta ao estúdio, o sistema foi evoluindo. Devido à natureza casual de oportunidades de shows do FCBD®, a dança foi em grande parte de improviso. Simplesmente não havia um caminho, ou uma necessidade para coreografar porque o espaço da apresentação era frequentemente alterado no último minuto, sem ensaio prévio ou qualquer informação sobre o espaço de atuação.
Duetos, trios e quartetos trabalhavam em formações definidas. Se o palco era de dois lados, ou se o espaço de dança era em arena, as dançarinas poderiam virar a liderança na direção oposta. Em outras palavras, enquanto os dançarinos ficaram em formação, o grupo poderia ir para qualquer direção e a liderança poderia mudar, dependendo do local do público. Carolena havia desenvolvido pistas para cada passo ou combinação, geralmente um braço ou o movimento da cabeça que poderia ser facilmente visto. Ela descobriu que, todas os movimentos começavam com um gesto para a direita, as dançarinas tendiam a inclinar para a esquerda, permitido que a tribo visse claramente a bailarina principal.
Os trios e formações são o brilho do ATS®. Muitas vezes despercebido por causa dos trajes elaborados, música emocionante e beleza das mulheres que dançam junto, formações e sugestões são a âncora da coreografia improvisada. Mesmo ocasionalmente, uma coreografia é criada em torno da lógica das formações e sugestões de movimentos.
O conceito básico permanece o mesmo: líder para a esquerda, seguidores para a direita. Preste atenção para a interação entre os bailarinos, que sempre tem sua atenção treinada para a posição de liderança, buscando a deixa para a próxima etapa. Quando os dançarinos se enfrentam e fazem contato com os olhos, a liderança é neutra, caindo para o dançarino que se apresenta na próxima sugestão de liderança. 
Permita-se ver toda a imagem: mulheres que trabalham juntos em cooperação, um grupo focado em apresentar a dança como uma entidade única – o bando de pássaros!