sexta-feira, 21 de março de 2014

BAILARINA - SUMARA VIEIRA

SUMARA VIERIA

Quero iniciar agradecendo minha amiga pelo convite, já que nem de longe me considero uma bailarina, com bagagem e conhecimento técnico para estar aqui. Mas sim, acredito que posso inspirar algumas mulheres, que como eu, deixam seu potencial adormecido, deixam de viver momentos mágicos, por acharem que não são capazes. 

Vejo que clichês como: "Nada acontece por acaso", "Cada coisa tem seu tempo", "O que tem que ser será"... são verdades, mas que o mais importante mesmo, é crer em si mesma e ter coragem para ousar.

Sempre tive uma ligação forte com este mundo, achava lindo ,e queria fazer parte dele. Na adolescência tive um flerte rápido, fiz aulas de jazz e dança do ventre, mas sempre deixava para depois; encontrava outras prioridades e a dança acabou ficando de lado .

 O tempo foi passando e de várias formas sentia que algo sempre me faltava, como se eu tivesse algo para fazer, um certo chamado, um vazio. Vejo que meu lado mais espiritual, místico, sempre tentando se expandir, ficava enjaulado. E me sentia uma verdadeira idiota, com amizades que para mim eram vazias, sem sentido. Cheguei a me isolar totalmente, por um longo tempo e a desacreditar nessa força que é amizade verdadeira, amizade de alma.

Acreditava também que eu já estava “velha” que dança é coisa de garota, imagina eu... Mas aí... Sabe aquele dia que te dá na louca? E você diz: "Vou tentar". Foi o que eu fiz.

Resolvi visitar uma velha amiga, que hoje para meu orgulho, é professora de dança; depois de passar em frente á porta da escola mil vezes sem coragem de entrar, respirei fundo e entrei. Nossa!!!!!!! Fui carinhosamente recebida e apresentada as pessoas, me senti muito bem e comecei a fazer aula, fui me adaptando, e resolvi conhecer a turma que fazia TRIBAL... Eu metida que sou, já havia ouvido falar, mas não conhecia bem.... adorei a turma, coisa que de verdade para mim conta muito. Fui para casa e passei a noite pesquisando e assistido tudo a respeito de tribal que eu encontrava.
Pirei.... claro!!! 

Foi uma loucura eu só falava e pensava nisso... Senti como se um portal mágico abrisse e me levasse para outro mundo.... Era isso! Era ali que eu deveria estar. Mais que feliz da vida, me integrei o grupo, participei de tudo que pude, com muito amor, fui me descobrindo e deixando a música literalmente me levar...
A primeira vez que pisei no palco, nem sentia meu corpo, parecia que eu estava flutuando... como um transe louco, onde eu me via de fora... – olha lá a Sumara... louca e livre!!!!!!!!!!!

Foi simplesmente MARAVILHOSO.



E como tudo que é muito bom você quer sempre mais e mais... Hoje tenho certeza que minhas colegas e amigas vão ter que conviver com minha loucura por muito tempo. Não me imagino sem elas, sem a dança, sem a sintonia especial que temos.

Como disse no início, minha dança não é baseada em técnica e precisão, mas em sentimentos; que se misturam e transbordam no palco, ou em lágrimas quando me sinto tão plena que só consigo chorar. Claro que técnica é importante, não há o que discutir. Eu estudo, me esforço para isso. O equilíbrio seria o ideal, na minha opinião . 

Entretanto, me conhecendo, sei que sempre colocarei minha alma na dança, isso é a minha dança, onde eu sinto meus medos, meus sonhos, minha paixão; minha plenitude em ser mulher de corpo e alma. Quero aprender com estas mulheres maravilhosas com as quais convivo, expandir meus horizontes, buscar meu interior, aprimorar meu espírito e expressar tudo isso dançando.

Hoje me encontrei. É aqui com elas que eu tenho que estar, não sei o porquê.

Mas desejo descobrir dançando.


Um beijo grande, Sumara Vieira.



Sumara faz aulas de Tribal com a professora Gabriela de Lima e de Dança do entre com a professora Fabíola de Lima no Estilo Tribal Espaço Cultural  e aulas de Flamenco com a professora Elisabete da Cunha na Escola de Flamenco La Cueva em Caxias do Sul - RS.






** Material enviado por Sumara Vieira para este Blog para publicação e divulgação. 
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