sábado, 5 de julho de 2014

A DANÇA COM ESPADA

Relato de Mish Mish via BellyTalk, um grupo de discussões para NW Bellydancers: Está confirmado, pelo que Jamila nos disse, que foi ela quem essencialmente introduziu a Espada como acessório na Dança do Ventre:

"Nos países árabes e na Turquia, a dança com espada é feita principalmente por homens como demonstração de habilidade em combate ou para se preparar para a batalha. Em minha trupe (Bal Anat) havia um druso* do Líbano, que havia sido ensinado por seu pai, e fazia uma apresentação espetacular de Dança com Espada. E já vi vídeos de um grupo de dança persa, onde os homens fingem batalha e dança em uníssono.
THE PERSIAN SWORD-DANCE
Dançar, equilibrando uma espada sobre a cabeça tornou-se popular nos Estados Unidos, com solistas e trupes, mas não existe essa tradição nos países árabes. Equilibrar algo na sua cabeça é uma parte da vida diária, por isso não é grande coisa.

A ideia para este dança, pode ser rastreada até Jamila Salimpour e sua trupe, Bal Anat, que ficaram famosos quando começaram a se apresentar na Renaissance Fair, na Califórnia, na década de 1970. 

Jamila foi inspirada por uma pintura oriental, do século l9, do artista francês Jean Leon Gerome, de um grupo de músicos e uma bailarina, provavelmente uma ghawazee, dançando com uma espada equilibrada na cabeça e outra na mão. As espadas pertencia aos soldados turcos no fundo que tinham, sem dúvida, contratado a bailarina para entretê-los.

Jean-Leon Gerome ( Fench Painter , 1824 – 1904)

Uma réplica desta pintura aparece na gravação de "Música do Ghawazee" de Aisha Ali. 

Como a influência de Jamila se espalhou por todo os EUA, assim também, a prática de equilibrar uma espada sobre a cabeça."

** Tradução livre por Carine Würch **

Double sword performance by Malia DeFelice as part of a Jamila Salimpour's Bal Anat performance on Castro Street in San Francisco in the early 1970s. 


From Mish Mish via BellyTalk, a NW discussion group for bellydancers. It is confirmed by what Jamila told us at her weeklong, that she was essentially the one who conceived the sword as a bellydance prop:

"In Turkey and Arabic countries, dancing with a sword is done mainly by men as a display of skill in combat or to prepare for battle. My troupe used to have a Druse from Lebanon who did a spectacular sword dance his father had taught him and I have seen videos of a Persian dance troupe where the men feign battle and dance in unison.
Dancing while balancing a sword on your head has become popular in the United States with soloists and troupes but there is no such tradition in Arabic countries where balancing something on your head is a part of daily life, so it's no big deal The idea for this dance can be traced back to Jamila Salimpour and her seminal dance troupe, Bal Anat who became famous performing at the Renaissance Fair in California in the 1970's. Jamila was inspired by an Oriental painting from the late l9th Century by French artist Jean Leon Gerome of a group of musicians and a dancer, probably a ghawazee, dancing with a sword balanced on her head and another held in her hand. The swords belonged to the Turkish soldiers in the background who had undoubtedly hired the dancers to entertain them. A replica of this painting appears on Aisha Ali's recording of "Music of the Ghawazee" As Jamila's influence spread throughout the USA, so to did the practise of balancing a sword on your head."

Texto via Blog Deep Roots Dance de  +Shay Moore :
 (with her permission to translate to portuguese - com sua permissão para tradução).

Visite e curta: Nossa Tribo & Nossa Dança

* Os drusos (em árabe: درزي, pl. دروز, transl. darazī, pl. durūz; em hebraico: דרוזים‎, transl. druzim) são uma pequena comunidade religiosa autónoma que reside sobretudo no Líbano, Israel, Síria, Turquia e Jordânia (pequenas comunidades expatriadas existem ainda nosEstados Unidos, Canadá, América Latina, Austrália, e Europa). Eles usam a língua árabe e seguem um modelo social muito semelhante ao dos Árabes da região. Não são considerados muçulmanos pela maioria dos muçulmanos da região, apesar de alguns drusos dizerem que a sua religião é islâmica. A maioria dos drusos considera-se árabe, apesar de alguns drusos israelenses não se considerarem como tal. Existem cerca de um milhão de drusos em todo o mundo, a maioria dos quais vivendo no Médio Oriente.
Os drusos auto-intitulam-se em árabe como Ahl al-Tawhīd "o povo do monoteísmo". A origem do nome druso é debatida, mas costuma ser ligada com Maomé al-Darazi, um antigo mensageiro da comunidade, que é considerado um herético pelos drusos hoje em dia. (via wikipedia)