quarta-feira, 24 de setembro de 2014

BAILARINA - ANDRESSA PASSOS

ANDRESSA PASSOS

Volta e meia, quando eu olho essa imagem aqui embaixo, fotografada por uma aluna de jornalismo da PUCRS no projeto Intervenção Guerrilha Tribal Al-Málgama, em maio do ano passado, sinto uma saudade imensa de dançar. Eu entrei na escola em novembro de 2012 e fiz aulas regulares até dezembro de 2013, embora durante alguns meses não pude comparecer com tanta frequência quanto gostaria. Mas vamos começar essa história do início...
A primeira vez que ouvi falar em tribal fusion na internet foi a exatos seis anos atrás, quando eu tinha 19 anos e estava buscando referências estéticas para começar a criar artesanato com couro. Foi amor à primeira vista e até hoje tenho no computador salvo a primeira pasta com imagens que guardei de bailarinas famosas e seus figurinos exuberantes.


Passei anos procurando pessoas que conhecessem ou fizessem aulas em algum lugar até que descobri por indicação o espetáculo de fim de ano 2012 da escola Al-Málgama. Fui assistir e logo comecei a participar das aulas, uma das melhores decisões da minha vida! Mas as coisas seguiram outro rumo do ano passado para cá e eu me afastei desse universo, senti vontade de criar algo muito pessoal, com as minhas próprias referências e foi aí que bolei um pequeno projeto para acontecer na minha festa de aniversário desse ano.

Junto com a bailarina Holle Carogne e o auxílio do meu namorado, o percusionista Maicon Ribeiro, formamos o Trio Magiar. Nossa coreografia teve como fundo a música El Diablo, da Grace Slick, vocalista do Jefferson Airplane, uma das nossas bandas favoritas. Foi simplesmente mágico! Fizemos absolutamente tudo juntas, desde a concepção da proposta, da movimentação, da coreografia, da mensagem que queríamos passar e dos figurinos. Aliás, quase tudo o que usamos foi feito à mão por mim na mesma vibe das peças artesanais que eu vinha produzindo com a marca Arcaicah.
Nas fotos acima foi a primeira vez que me apresentei para um público maior, aconteceu em um lindo sarau no espaço DaTerra. Acabei conhecendo bailarinas maravilhosas e pessoas que acredito possuírem as mesmas ideias que eu quanto a importância e o amor pelo dançar.

Meu aniversário na verdade era a comemoração junto do aniversário do meu namorado e por isso decidimos criar uma linda festa com várias bailarinas no espaço A Taberna, o lugar perfeito para a proposta da nossa coreografia! Foram mais de sessenta pessoas nos assistindo e fiquei imensamente feliz de ter conseguido mostrar um pouco daquilo que tenho dentro de mim. 

Aliás, conforme você se relaciona com o ato de dançar, mais e mais você aprende a compreender a si mesmo, tanto os limites do próprio corpo como aquilo que te guia no universo. 

Durante toda a concepção desse projeto estive muito ligada a três leituras em especial, o livro citado acima, da Dr. Clarissa Pinkola Estés. As Cartas do Caminho Sagrado e Cartas Xamânicas, ambos de Jamie Sams. Eles foram cruciais para que eu reavaliasse os motivos pelos quais sinto vontade de me expressar dançando, externando sensações e pensamentos que acredito apenas a dança conseguir expressar.

Apresentar-se em público tem muito mais a ver com você mesmo do que com o outro, no fundo quem nos assiste não é a platéia, mas quem está acima dela.

Texto original:

** Material enviado por Andressa Passos para este Blog para publicação e divulgação. 
Dando ao Blog Nossa Tribo & Nossa Dança o direito de divulgar sua imagem, escritos e vídeos. **
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