terça-feira, 18 de agosto de 2015

ENTREVISTAS - ANDREA MONTEIRO

Aqui vocês poderão ler um pouco mais do trabalho de Andrea Monteiro, entrevistada por Hellen Karolyne Labrino Vlattas, link para o site da autora no final da página.

A nossa primeira entrevista é com a bailarina Andrea Monteiro Tribal, de João Pessoa-PB

Primeiro lugar em: Destaque Revelação 2013 e segundo lugar Videodança Nacional, pelo Blog Aerith Tribal Fusion.

Hellen: Conte-nos como a dança Tribal surgiu na sua vida? O tribal eu conheci assistindo o espetáculo “De Corpo de Alma”, direção de Kilma Farias e Cia Lunay. Nesta época, Kilma já trabalhava as fusões de danças regionais com a dança do ventre e o tribal. Lembro de ter ficado fascinada com a beleza, tudo era muito belo e diferente. Comecei a estudar o tribal com ela, em 2009, na Escola de Dança do Theatro Santa Roza, onde estudei durante três anos.

Hellen: Qual seu estilo favorito?Olha eu gosto muito do estilo vintage e do do dark fusion, atualmente estou estudando o tribal gypsy mas na verdade, eu não tenho um estilo, gosto muito de explorar minhas potencialidades e possibilidades numa busca infinita.

Hellen: Quais são suas divas? São tantas, citarei apenas algumas: Sharon Kihara, por mostrar a importância do preparo do corpo para a dança com aqueles exercícios de yoga, que foram determinantes para mim – eu hoje pratico yoga. Cito também Mardi Love – primeiramente, sou apaixonada pelo seu estilo vintage, ela me ensinou a importância dos movimentos lentos e limpos, quando vi que a repetição do movimento leva sempre à perfeição; Ariellah, por ter me mostrado a importância do personagem na dança, a linguagem corporal através da respiração leva à emoção. Emini Di Cosmo, no ATS® – a importância do tempo dentro da dança, a energia de dançar em grupo. No Brasil: Kilma Farias por ter me ensinados os primeiros passos e por sua linda trajetória na dança tribal. Joline Andrade tive a oportunidade de estudar com ela por toda sua técnica e dinamismo. Nadja El Balady pessoa linda grande carisma.

Hellen: Qual foi o processo de coreografia da música Posso Lipame? Foi gratificante, essa música e a coreografia valeram: uma indicação Destaque Revelação 2013 e segundo lugar Videodança Nacional, promovido pelo Blog Aerith Tribal Fusion. É como se eu realmente estivesse vivenciando a letra da música, a Sofia fala mais ou menos de ter sido abandonada pelo único amor da vida dela, é como se eu fosse a personagem da música, isso é engraçado não sei bem dizer, mas, eu tento passar o que eu sinto. O processo posso dizer que foi essa pesquisa da época dos valores dos sentimentos das mulheres de como o amor era vivenciado.

Hellen: Quais as maiores dificuldades em viver de dança na Paraíba? Muitas, eu acredito que há muita desinformação sobre o tribal. Os eventos ainda são muito isolados. Apenas para o público da dança mesmo. Acho que falta mais atenção da mídia. Reconhecimento por parte de outras esferas, mais projetos voltados para o cenário da dança tribal, tenho um projeto desde 2010, um espetáculo para viajar por diversas cidades, mas infelizmente nunca foi aprovado.

Hellen: Ser atriz ajuda na hora de estar no palco? Sim, é fundamental possibilita uma gama de possibilidades de interpretar, eu sempre busco uma personagem que existe, existiu ou eu mesmo crio a minha personagem de acordo com a música, coreografia, cenário, figurino, estilo, época tudo precisa estar harmoniosamente equilibrado.

Hellen: Como é fazer parte do grupo 5A Cia de Dança? Estar fazendo parte de um grupo ao lado de bailarinas que eu já admirava pela sua história na dança, pra mim é uma honra.

Hellen: Quais são os projetos para 2015? Procurar fazer o que eu realmente gosto na dança, tenho projetos em outro estilo que não é dança tribal. Estou experimentando, buscando nova descobertas tudo devidamente tem seu tempo e sua hora de acontecer.

Mensagem final - "Mais importante que a vontade de vencer, é a coragem. Comece a dançar! A dança nos possibilita o contato com nossa essência interior." Andrea Monteiro Tribal.