domingo, 20 de abril de 2014

ENTREVISTAS - ALÊ CARVALHO

AERITH entrevista ALÊ CARVALHO
BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre/tribal. Como tudo começou para você? 
Há cinco anos! Em agosto de 2008 perdi meu pai, fato devastador na minha vida, não via graça ou reagia a nada... Até que em dezembro passando tempo na internet, quem diria o Youtube traria aquilo que mudaria tudo ao meu redor irreversivelmente. É estranho escrever e perceber isso hoje! Vendo vídeos de Dança do Ventre no cantinho da página apareceu um ícone escuro e cliquei, era da Zoe Jakes, a mesma movimentação, mas diversa na sua natureza! Fiquei estatelada, vidrada, vi o vídeo repetidas vezes, totalmente hipnotizada... Não teve jeito, aquilo me arrebatou de modo indescritível!

Fui em busca de aulas e só achava de Ventre Clássico em Recife fiquei frustradíssima, pois queria Tribal Fusion, encontrei a Daniela Fairusa, ela tinha a força e técnica que buscava, até hoje o primeiro vídeo que vi dela me impressiona igualmente; procurei-a no falecido Orkut, só que ela estava ali... em Sampa e eu em Hellcife, ela aceitou o convite, foi muito gentil (não sei se recorda), deu-me dicas de postura, braços, mencionou que poderia procurar a Dança do Ventre e ir adaptando, indicou a Paula Braz e Kilma Farias, regionalmente mais perto! Paula foi igualmente gentil! Mas não achei de imediato Kilma.

Então em março de 2009 conheci pela internet Valéria. Val me disse que iria à Paraíba fazer um curso com Kilma e perguntou se queria ir junto, daí a uma semana me contava que haviam organizado a aula aqui e nós não precisaríamos nos deslocar tanto; pra minha surpresa o local onde do work era à distância de seis quarteirões da minha casa, fui andando para lá!

Morro de rir lembrando dessa aula, nunca tinha feito nada parecido. Me senti a estranha no ninho... Estava familiarizada visualmente com tudo e não tinha experiência de nada, desengonçada não... Affe... Kilma foi um anjo, de uma paciência extrema, exemplo de entendimento e aplicabilidade didática! E ali eu me apaixonei definitivamente pelo Tribal! Aquele dia tornou-se especial; conheci pessoas que seriam não só companheiras de trabalho, mas amigas extremamente importantes no processo curativo do meu luto, ganhando moradia definitiva no meu coração!

Ficou decidido que Kilma viria mensalmente e nós fundaríamos um grupo de estudos, fiz o projeto e levei para o diretor do NUCFIRE-FAFIRE (Núcleo de Cultura da Faculdade Frassinetti do Recife) Aderval Farias e passamos a nos encontrar semanalmente, meses depois resolvemos fazer a primeira coreografia (Gênesi’s), vimos nosso potencial criativo e daí surgiu nossa família o Aquarius Tribal Fusion Cia de Dança.

BLOG: Deixe um recado para os leitores do blog.
Não tenho. “Acredito” que cada um tem que achar sua forma de tocar as coisas e senti-las; é muito particular, próprio da escolha. De modo que não me acredito apta para deixar algum eixo reflexivo para alguém.  



ENTREVISTA COMPLETA COM VÍDEOS: 
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