sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Jhade Sharif no rastro dos perfumes

"Nas palavras de nossa bailarina, se o aroma da rosa está para a dança do ventre, o jasmim está para a dança tribal, voltado para o interno como um movimento de auto-descoberta da própria força." Palmira Margarida

Conheci a Casa Alquímica, pois estava pesquisando sobre a maravilhosa JHADE SHARIF 

Uma busca no google e encontro este texto que mistura, aromas, memórias, sentimentos, e me apaixonei e me identifiquei ainda mais com as duas!


Jhade Sharif no rastro dos perfumes

A coluna Memória Olfativa é um teste aromático realizado pela Casa Alquímica com pessoas ligadas à arte. O objetivo é mostrar as várias facetas dos aromas, impossíveis de serem explicados em palavras, mas totalmente imaginativos. A Casa Alquímica deseja que através das memórias olfativas dos artistas que passam por aqui, você consiga entrar em contato  com as suas próprias memórias e seguir o rastro do mundo fantástico dos cheiros. 


Dessa vez unimos dança com aromas e para nos ajudar convidamos a bailarina do vente Jhade Sharif. Ela dança desde os 16 anos e conta que o exotismo dos movimentos e a estética orientalista a atraiu. Fundadora da Asmahan Escola de Artes Orientais, nos recebeu na sede de Botafogo, um lugar encantador que toda mulher deveria conhecer. Asmahan foi fundada em 2002 e é atualmente uma das escolas mais tradicionais de dança do ventre. O nome vem de uma cantora síria e significa pequena preciosidade, justamente o que acabara de se tornar aquele pequeno espaço em Botafogo, que no futuro teria mais duas unidades no Rio de Janeiro e uma média de 15 professoras. Um espaço especial e tranquilo no meio do caos da cidade - parada obrigatória para toda carioca que está à procura do seu feminino e de auto-conhecimento.

Vamos agora mergulhar no mundo dos aromas junto às sensações de Jhade Sharif, lembrando que o teste é realizado sem que o entrevistado saiba os nomes dos aromas.


Dama da Noite ...
Talvez, por ter sido o primeiro exalar do teste, a bela dama da noite abriu a imaginação de nossa convidada e os portais para a viagem ao mundo das especiarias aromáticas.

A chave foi o objeto sentido por Jhade. Esse instrumento místico nos religa com o desconhecido da natureza. O aroma que te leva ao portal do mundo mágico, às raízes do ser humano e a sua ligação com a terra.

Rosa Vermelha
A afrodisíaca rosa vermelha foi sentida na sua feminilidade mais sutil - a concepção, a geração de um outro Ser que só a mulher é capaz.
Jhade formou a imagem de um bebê assim que a rosa tomou conta do espaço. A mulher grávida é  a concepção do feminino externalizada, assim como a dança do ventre.

A rosa vermelha é o mostrar do ventre, o local da geração e de um poder intenso. Essa flor pode ser uma graciosa parceira energética da dança do ventre onde o feminino é mostrado ao mundo.

Jasmim ...
Um pequeno e frágil broto, mas com uma enorme flor na ponta foi a imagem que Jhade desenhou do jasmim. O aroma trouxe a sensação do poder da força interna. Quem olha por fora não tem idéia da força interior desse aroma! Para Jhade, o aroma do jasmim ressoa a fragilidade externa que desafia a natureza. É  uma pequena e frágil planta carnívora que o inseto desdenha mas é engolido por ela.
Nas palavras de nossa bailarina, se o aroma da rosa está para a dança do ventre, o jasmim está para a dança tribal, voltado para o interno como um movimento de auto-descoberta da própria força.


Patchouli
O antigo e místico patchouli foi a experiência mais interessante do teste. O aroma ao tomar o ar trouxe a presença de Chacal Anubis, deus egípcio da passagem entre o mundo dos vivos e dos mortos. Patchouli é o aroma do aterramento e meditação, amplia as energias e traz a transformação. Aterra o centramento oferecendo a segurança de seguir com o fluxo. Esse movimento é o próprio deus Chacal que trafega os indivíduos entre o terreno e o etéreo, o equlíbrio, os dois pesos da balança.



Pimenta negra

Parreiras de uvas, as bacantes, uma energia yang, a densidade de um ritual quase inconsciente. Vinho denso e a cor escarlate. Assim a pimenta negra apareceu. De fato, essa planta exala o aroma dessa energia densa, mas nem por isso mal, já que bom ou mal não existem, tudo é uma questão de concepção.

Musk Negro
De todos, esse foi o preferido da Jhade. O musk negro não é um aroma simples, ele muda suas nuança e cores, não se repete em nenhuma pele e, por isso, é muito refinado. Foi uma das principais notas nos perfumes no início do século XX. Musk negro é a Coco Chanel e todas as mulheres que passam um ar indecifrável e presença intimidadora, não em um sentido amedrontador, mas em uma sensação de mistério e exotismo. Eu arrisco dizer que se o musk negro fosse uma viagem seria o expresso oriente - refinado, misterioso, cheio de segredos, com muitas paisagens exóticas, porêm não menos refinadas!


... Se a Jhade fosse um aroma, seria o musk negro e vocês já sabem o porquê!

Ficou com vontade de dançar nesse lugar mágico?
Conheça a Asmahan Escola de Artes Orientais

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