sábado, 9 de maio de 2015

DEUSES EGÍPCIOS E VOCÊ

"O HOMEM É MORTAL POR SEUS TEMORES E IMORTAL POR SEUS DESEJOS" (Pitágoras)

Confira na tabela abaixo qual Deus Egípcio corresponde ao dia de seu aniversário.

Depois, veja quais são as influências positivas e negativas dos deuses sobre sua personalidade.

Deusa Bastet16 de Janeiro a 15 de Fevereiro
Deusa Tauret16 de Fevereiro a 15 de Março
Deusa Sekhmet16 de Março a 15 de Abril
Deus Ptah16 de Abril a 15 de Maio
Deus Thoth16 de Maio a 15 de Junho
Deusa Ìsis16 de Junho a 15 de Julho
Deus Rá16 de Julho a 15 de Agosto
Deusa Neit16 de Agosto a 15 de Setembro
Deusa Maat16 de Setembro a 15 de Outubro
Deus Osíris16 de Outubro a 15 de Novembro
Deusa Hator16 de Novembro a 15 de Dezembro
Deus Anúbis16 de Dezembro a 15 de Janeiro


DEUSA BASTET 
Representa o poder benéfico dos raios do sol; é uma das Esposas de Rá, divindade dos gatos selvagens, com muita agilidade e vigor. As pessoas que nasceram sob sua proteção são bondosas, humanitárias, leais e muito cordiais e gostam de trabalhar em favor dos mais fracos. São independentes como os gatos, gostam de carinho, mas se mantêm muito distantes, são geralmente alegre e divertidos, gostam de brincar e têm aptidão para a carreira artística. Devem controlar a rebeldia.





DEUSA TAURET
A deusa da felicidade, protetora das mulheres grávidas, do nascimento do renascimento no reino dos mortos, o Duad. As pessoas que nasceram sob sua proteção têm grande sensibilidade e intuição, tendência para assuntos místicos, esotéricos, astrológicos ou mágicos. Elas têm enorme bondade e capacidade de entendimento; possuem um olhar profundo e doce.

As pessoas devem desenvolver inata em prol do bem ao próximo, mas devem evitar desperdício de energia. 


DEUSA SEKHMET
A poderosa deusa da força e da guerra, encarregada de destruir os inimigos de Rá e do faraó; é considerada o olho do sol. As pessoas nascidas sob sua proteção têm consciência da própria força, da grande vitalidade e potência física, são igualmente pessoas de grande magnetismo, com senso de organização e muita energia, aventureiros ou inovadores. É necessário ter cuidado com os excessos, com os impulsos descontrolados para não destruírem o que está a sua volta. Só encontram o equilíbrio com o casamento. A energia e a força devem ser usadas para construir o bem próprio e dos outros.



DEUS PTAH
O grande deus da fertilidade masculina, criador de tudo que existe. Ele representa as forças criadoras espirituais, sendo considerado o Grande Construtor ou Divino Artesão, protetor das belas- artes e dos artistas. As pessoas que nasceram sob sua proteção têm firmeza de temperamento, paciência perseverança, um grande talento para as artes e tudo que se relaciona construção de objetos. Para alcançar a felicidade devem canalizar todas as virtudes para a realização de coisas que tenham valor espiritual e despertem sentimentos de beleza e harmonia, caso contrário correm o risco de se transformarem em pessoas que vive em constante insatisfação e não se realizam . No amor, encontrarão a felicidade quando conseguirem satisfazer sua exigente capacidade sexual.

DEUS THOTH
É uma divindade auto-concebida, que apareceu no mundo; sobre uma flor de lótus no amanhecer dos tempos. É um dos deuses primordiais. É o senhor das palavras, criador da fala e da escrita, deus do tempo e das medidas, criador de todas as ciências, portador das forças civilizadoras. É representado como um homem com cabeça de Íbis, a ave sagrada. Por ter recuperado o olho de Rá, que tinha fugido para Núbia na forma de Tefnut, como prêmio o deus Rá deu a Toth a Lua, e o transformou no deus do disco branco, governador das estrelas; também foi advogado do Deus assassina do Osíris e de seu filho Hórus. As pessoas nascidas sob sua proteção têm grande capacidade de comunicação e uma inteligência rápida e penetrante. Seus protegidos têm uma natureza dupla, nervosa e inconstante, são muito ativos; sempre inventando coisas para fazer ou dizer . 

Embora sensíveis como a flor de lótus, no amor eles são frios como a Lua e inconstantes como as aves voando de galho em galho.


DEUSA ÍSIS
Irmã e mulher de Osíris, tinha grandes poderes mágicos. Entre outras coisas era a protetora das crianças, o que a tornava mais popular. As pessoas nascidas sob sua proteção têm grande sensibilidade e poderosa imaginação, forte instinto materno ou paterno; estão sempre prontas para socorrer os necessitados, são fiéis no amor e compreensivas em relações aos outros. Gostam da vida doméstica, são muito sentimentais, fracas para entender os aborrecimentos, gentis, têm um latente mau humor quando as coisas não são como o esperado, tornando-se fechadas e antipáticas. De natureza tímida e introvertida. Sua candura natural e sua ingenuidade lhe renderam, tanto da vida quanto dos outros, alguns bons tombos e decepções, o que o fez que se tornasse desconfiado e um tanto arredio, como para se proteger. Às vezes, é uma presa fácil de um complexo de inferioridade, pois se dá os punhos na mesa. Mas você se sobressai quando se trata de julgar, colocar as coisas em seus Devidos lugares, separar o joio do trigo. Sua melhor qualidade, sem dúvida, é o discernimento. É naturalmente dotado para todas as profissões que exijam precisão e habilidade manual, sabe se filiar à disciplina, trabalhando bem em administrações. Profissão médica ou para-médica são indicadas.

DEUS RÁ
O sol, é a principal divindade dos egípcios. As características deste Deus são poder, força criatividade. As pessoas que nasceram sua proteção são extrovertidas, cheias de energia e ótimos líderes. Gostam de enfrentar situações difíceis e de superá-las. Seu ponto fraco é não saber perder. Elas se consideram como o sol, o centro do universo, que tudo gira à sua volta . Se contrariadas ficam deprimidas.



DEUSA NEIT
É a antiga deusa da caça, seu animal sagrado era o cão. Neit era chamada "a que abre os caminhos". As características desta Deusa são sua grande capacidade de análise, paciência e senso de organização. As pessoas nascidas sob a sua proteção são muito práticas, cuidadosas e reparam nos mínimos detalhes, porque estão sempre atentas à tudo o que acontece.

Sabendo usar as suas qualidades positivamente alcançam o que consideram a sua maior felicidade, segurança e serenidade, mas sempre correm o risco de perder o equilíbrio por não saberem dar o justo valor à cada coisa.

DEUSA MAAT
Filha de Rá, é a Deusa da justiça, da verdade e do senso da realidade. No mundo dos deuses ela ocupa um lugar muito importante. Sem Maat, a criação divina (a Terra e seus habitantes) não poderia existir tudo se afundaria no caos inicial. As características desta deusa são capacidade de observação, senso de justiça e sabedoria para criar harmonia à sua volta. As pessoas nascidas sob sua proteção, tem um temperamento simpático e afável, além de um grande senso estético. Usando as suas qualidades positivamente tornam-se famosas e muito queridas. Em geral, essas pessoas têm problemas em fazer escolhas e precisam sempre de opinião dos outros. Para terem sucesso, no entanto é necessário aprenderem a fazer suas próprias escolhas.

DEUS OSÍRIS
É o deus mais importante. De acordo com a lenda, ele era o Rei dos deuses. O faraó que junto com sua irmã e esposa Ísis, governava com justiça, mas era invejado por seu irmão Set que o assassinou por ciúme. As pessoas nascidas sob sua proteção também têm a proteção de Ísis; caracterizam-se em ter emoções e sentimento muito intensos além de terem uma persistência incomum. Possuem uma enorme energia e resistem a todas adversidades, dispostos sempre a lutar por aquilo em que acreditam. São também vítimas da influência de Set, por isso são extremamente ciumentos e quando não se encontram vivem desconfiados de todos. Para ajudá-los, Osíris deu-lhes o dom da intuição que, bem empregado, os livrará das situações perigosas.


DEUSA HÁTOR

É a deusa dos céus a grande sacerdotisa do panteão egípcio, deusa da música e da dança, protetora dos prazeres e do amor, da vaidade feminina e da alegria. As pessoas que nasceram sob sua proteção possuem muita sensualidade e uma grande capacidade de amar; a permanente jovialidade e a alegria ao riso são constantes. Estas pessoas são quase sempre felizes, mas basta um pequeno problema para que se sintam desgraçados.






DEUS ANÚBIS
O deus com cabeça de chacal, o guia dos mortos, o mediador entre o céu e a Terra, temido pela sua frieza e severidade do seu juízo. As pessoas que nasceram sob sua proteção têm grande força de vontade, paciência e inteligência aguda. Essas pessoas sabem conduzir o seu destino, tornando-se pessoas de sucesso em qualquer setor, porém este demora a chegar, porque Anúbis é o senhor do tempo e retarda as conquistas. Embora sejam fiéis, têm excesso de ambição e exagerado orgulho que, às vezes, os torna egocêntricos e pouco modestos.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

CRONOLOGIA DA HISTÓRIA ROMANI por SAYONARA LINHARES

Sayonara Linhares
Mais uma parceria com nosso Blog, Sayonara Linhares, Professora e Pesquisadora da Dança e Cultura Cigana, terá seus textos repostados aqui no nosso espaço para podermos aprender cada vez mais sobre esta cultura tão rica.
Gratidão por aceitar meu convite.
Casa Z Cultura e Dança Cigana - SC







CRONOLOGIA DA HISTÓRIA ROMANI

A história da Roma é de contínua luta e perseguição. Desde a sua entrada na Europa, os ciganos foram proibidos, escravizados, perseguidos, torturados e assassinados. A partir do momento da Slobuzenja (Abolição da Escravatura Romani), em 1856, até os dias atuais, os ciganos têm lutado pelos seus direitos apenas sociais e humanas, em grande parte, aos ouvidos moucos de governos do mundo e um público indiferente.



O uso dos nomes Rom, ciganos, ciganas, ou o dobro de ortografia 'r', são usadas quando possível, em vez dos nomes dos Gypsy e ciganos. No entanto, pode ser necessário o uso de cigano e ciganos dentro de um contexto cultural e histórico. 

Romanichal, Gitanos, Kalé, Sinti, Manush, e outros não usam Roma ao se referir a si mesmos, mas para os outros. 

Para a finalidade desta linha do tempo, Roma é utilizado quando possível. Rom, Roma, e Romani não conectado ou confundido com o país de Romania , ou Roma da cidade

Estes nomes têm origens etimológicas distintas, separadas e não estão relacionados.

  • Antes de 400 dC - Alguns índios se tornar artesãos nômades e artistas.
  • 430-443 - O poeta persa Firdawsi relata no Shah-Nameh (Livro dos Reis), c.1000 escrito, como o persa Shah Bahram Gur convence o rei indiano Shangul para mandá-lo 10.000 Luri músicos a serem distribuídos para as várias partes do o reino persa.
  • 820-834 - Zott estado estabeleceu às margens do rio Tigre
  • 855 - O cronista persa Tabari relata como um grande número de Zott são feitos prisioneiros quando os bizantinos atacam a Síria.
  • 1001-1026. Sindh e a Panjab na Índia são invadidas dezessete vezes por um exército misto de tropas turco-persa Ghaznivid liderados pelo Rei Mahmud de Ghazni (atual leste Irã). Resistência indígena, na forma dos Rajput guerreiros, é feroz, mas o rei Mahmud é vitorioso e tem meio milhão de escravos.
  • c.1000 - Roma chegar ao Império Bizantino (Grécia moderna e Turquia).
  • c.1200 - canonista Theodore Balsamon descreve o cânone LXI do Conselho em Trulho (692), que ameaça a excomunhão de seis anos para qualquer membro da Igreja (incluindo Athinganoi ) a exibição de ursos e outros animais para diversão ou dizendo fortunas.
  • 1290 - Sapateiros Romani são registrados na Grécia residente no Monte Athos.
  • c.1300 O Romani Aresajipe; chegada dos ciganos na Europa.
  • Grupos ciganos começam a ser escravizados no sudeste da Europa.
  • 1322 - Roma são registrados na ilha de Creta.
  • 1348 - Roma são registrados em Prizren, Sérvia.
  • 1362 - Roma são registrados em Dubrovnik, Croácia.
  • 1373 - Roma são registrados na ilha de Corfu.
  • 1378 - Roma são registrados que vivem em aldeias perto de Mosteiro de Rila, Bulgária.
  • 1384 - Sapateiros Romani são registrados em Modon, na Grécia.
  • 1385 - A primeira transação registrada de escravos ciganos na Romênia.
  • 1387 - Mircea o Grande, da Valáquia indica que os ciganos têm estado no país há mais de cem anos.
  • 1383 - Roma são registrados na Hungria.
Texto e pesquisa de Sayonara Linhares, publicado com sua permissão.

DRILLS - Single Bump or One One

Single Bump faz parte do repertório de ITS do WildCard BellyDance, e o vídeo explicado por Seba Blanchard.

Seba breaks down the ATS Single Bump as it its taught in their ITS format also known as One One. Seba also teaches the diagonal turn including cues and tips for arms and transitions. The move is taught from both the right and left hips.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

UMA HISTÓRIA DO ESTILO TRIBAL AMERICANO

Texto extraído do Blog Tribal Mind
*por Rina Orellana Rall, principal dançarina FCBD 1988-1998
Tradutora: Suzana Guerra | Revisão: Aline Oliveira

A Dança do Ventre de Estilo Tribal Americano é claramente uma nova forma de dança com suas origens na dança do Oriente Médio tradicional. Os componentes desta história incluem as dançarinas ciganas que inspiraram os Orientalistas do século dezenove e a introdução da dança nos Estados Unidos na Feira Mundial de Chicago em 1893. A dança cigana então se transformou num estilo de dança de cabaré urbano para agradar um público antigo no Egito. Também incluídas nesta história estão as professoras dos últimos cinqüenta anos que são a linhagem direta do que atualmente é conhecido como Estilo Tribal Americano: Jamila Salimpour, diretora de Bal-Anat, Masha Archer, diretora da Trupe de Dança Clássica de São Francisco, e Carolena Nericcio, diretora da FatChance BellyDance. A Dança do Ventre na era moderna sempre se modificou para satisfazer as expectativas de seus expectadores e isso é o que liga as dançarinas ciganas do século dezenove do Oriente Médio com as dançarinas Americanas modernas do século vinte.

Breve Avaliação da Dança do Ventre e Definição de Estilo Tribal Americano - Quando uma dança particular é tirada de seu contexto cultural e colocada em um palco, ela muda. Ela muda de modo que satisfaça seu novo público e suas expectativas. A Dança do Ventre como entretenimento secular do Oriente Médio, no entanto, sempre se adaptou e mudou para ajustar-se às expectativas de seus expectadores. O ímpeto para a adaptabilidade é um assunto econômico. É encorajar os expectadores a darem mais dinheiro às dançarinas. Isto é verdade para as dançarinas ciganas que a originaram, verdade para as dançarinas de cabaré Árabes que a transformaram e verdade para as dançarinas Americanas que a adotaram. Meu foco aqui é estudar a Dança do Ventre de Estilo Tribal Americano que tem suas raízes nas danças ciganas do Oriente Médio mas carrega o toque moderno de sensibilidades artísticas Americanas.

Um exemplo principal de Estilo Tribal Americano apresentado hoje é da FatChance BellyDance da qual eu sou a diretora assistente e com a qual tenho me apresentado desde 1989. Eu tenho uma tendência a querer usar a forma de dança como meu próprio veículo de auto expressão sem prestar muita atenção ao contexto cultural. No entanto, eu sei que sem o fundo cultural eu nunca determinaria a dança por inspiração. Então, eu focarei na linhagem direta que levou até o estilo da FatChance e o contexto cultural do qual a forma de dança originou-se.
A linhagem começa com as dançarinas ciganas da África do Norte, particularmente as Ghawazee do Egito e as Ouled Nail da Argélia. As dançarinas ciganas apresentaram-se nos Estados Unidos em 1893 na Grande Exposição de Columbia em Chicago. O movimento que estas dançarinas criaram gerou espetáculos burlescos e inspirou todo um novo gênero de Hollywood da mulher sedutora. As dançarinas árabes foram atraídas a este glamour e quiseram imitar os ideais Ocidentais. Então elas adotaram a versão de Hollywood como sua própria. Assim, a dança do ventre de cabaré Egípcio moderna tradicional é uma construção Americana que foi modificada pelas Árabes para suas próprias necessidades artísticas e econômicas.

Jamila Salimpour, americana, é considerada a criadora da Dança do Ventre de Estilo Tribal Americano. Seu grupo de dança, Bal-Anat, construiu o caminho para outras usarem uma fusão das várias danças regionais do Oriente Médio e África do Norte como inspiração para sua própria versão de dança do ventre. Masha Archer, uma ex-aluna de Jamila, acrescentou mais uniformidade ao novo estilo, por meio de não distinção entre as regiões e simplesmente identificando-as como dança do ventre. Carolena Nericcio formou a FatChance BellyDance depois de estudar com Masha e combina as metodologias das duas professoras. O que essas artistas Americanas têm em comum com suas criadoras ciganas é que todas elas adaptaram a dança para atender suas necessidades de sobrevivência e de valor de entretenimento.



O Estilo Tribal Americano é um estilo de fusão étnica, influenciado pela dança do Oriente Médio mas inspirado pelas sensibilidades artísticas Americanas. Não tem nada a ver com a representação de uma tribo particular, mas ele combina vocabulários de movimento e traje regional para formar uma apresentação coesa. A parte "Americana" do rótulo reconhece que as dançarinas estão continentes de distância da cultura que criou a forma de dança e estão tirando licença artística com ela. No entanto, elas ainda devem reconhecer, respeitar e honrar as raízes. A aparência do Estilo Tribal Americano parece autêntica por causa de sua semelhança com várias tribos ciganas por toda a África do Norte, Oriente Médio e Índia. Muitas vezes, os Árabes comentam que o estilo os lembra do 'lar'. No entanto, os trajes não são autênticos mas dão a sensação de lar.



O Passado Cigano

A Dança do Ventre tem origens em cultos de fertilidade antigos e auxílio no nascimento das crianças em um tempo em que a religião era uma parte integrante da vida diária e tinha relevância em cada aspecto da existência humana. No entanto, a dança pélvica feminina desapareceu em muitas partes do mundo, mas permaneceu em áreas como o Oriente Médio e África do Norte.4 Ela então progrediu de uma esfera religiosa para o reino de espetáculo e entretenimento em uma nova classe de dançarinas profissionais.

A aceitabilidade da dança no Oriente Médio estava entrelaçada com o papel das mulheres na sociedade. Nenhuma mulher Egípcia bem criada consideraria dançar em público. A dança como um passatempo social no limite do lar era aceitável para as mulheres apenas entreterem uma a outra. A dança profissional era o domínio das classes inferiores quando ela era limitada às "ciganas, comunidades minoritárias e os membros mais pobres da sociedade". Desconfiavam destas dançarinas por seus modos rebeldes, contudo elas foram recebidas com prazer nos lares das classes superiores para animar festividades de família.

As ciganas sempre assimilaram costumes e tradições locais e faziam os seus próprios. Elas poliram e ampliaram a dança e música local a fim de usá-las como um meio de sustento. Então, quando os Franceses encontraram a dança na África do Norte em 1798 durante as invasões Napoleônicas, as dançarinas ciganas logo descobriram que os soldados Franceses eram uma nova e abundante fonte de renda. Elas adaptaram seu repertório para atrair mais renda. A elite nativa e educada não sentia que a dança era respeitável nem importante o bastante para registrar. Naturalmente, as dançarinas se tornaram uma obsessão para muitos viajantes Ocidentais por causa da suposta sensualidade proibida que as dançarinas representavam.

Jamila Salimpour

Ela é creditada por muitos pelo início da revivificação da dança do ventre nos Estados Unidos e ser a criadora do que é agora conhecido como Estilo Tribal Americano. Ela também desenvolveu um método de listagem detalhada verbal e terminologia para os movimentos que ela aprendeu de artistas visitantes do Oriente Médio. Sua introdução à dança veio com as descrições de seu pai das dançarinas Ghawazee no Egito enquanto ele se situava lá com o exército Siciliano. Ela também acompanhou a sua senhoria Egípcia a filmes Egípcios quando a dança era exibida. Ela tentou se lembrar de cada movimento que ela tinha visto: "E assim, das lembranças de meu pai, do conhecimento em primeira mão de minha senhoria e dos exemplos do filme, isto foi como eu adquiri minha informação sobre a dança".

Ela começou ensinando dança no início dos anos 50, mas teve dificuldade porque ela nunca tinha aprendido formalmente a dança e não sabia como ensiná-la. Isto foi até que ela começasse a dançar em São Francisco nos anos 60 e virasse dona do Bagdad Cabaret na Broadway no qual ela foi exposta a dançarinas contratadas de diferentes países no Oriente Médio. Neste ponto ela começou a catalogar movimentos e criar um vocabulário de dança utilizável:

O acúmulo de informação criou um repertório vasto para suas alunas coreografarem suas próprias peças. Jamila tinha se concentrado no estilo de cabaré tradicional que era adequado para boates, mas em 1967 ela começou a perder algumas das suas alunas. Ela descobriu que elas estavam indo com figurino para a Renaissance Pleasure Faire (Feira de Prazer da Renascença) na Califórnia do Norte e apresentando-se espontaneamente ao longo da Feira. O organizador da Feira suplicou a ela para controlar a situação. Então, ela formou o grupo Bal-Anat para organizar as dançarinas para se apresentarem na Feira e dirigir suas alunas.

A experiência de Jamila como uma acrobata com o Ringling Brothers Circus enquanto ela era uma adolescente se tornou treinamento essencial para o novo formato do grupo. Ela moldou a trupe depois de um show de variedades similar ao circo que poderia ser visto em um bazar no Oriente Médio. O show de variedades continha números de dança que eram de três a cinco minutos de duração e representava um perfil dos velhos estilos do Oriente Médio. Suas alunas Americanas representaram músicos do Egito e Marrocos, uma dançarina da Ouled Nail da Argélia, dançarinas da Turquia e dançarinos de bandeja masculinos.

O estilo de Bal-Anat não foi identificado na ocasião porque cada membro representava uma dança regional diferente e vestia um traje apropriado. Porém, elas poderiam ser identificadas como Estilo Tribal Americano por causa da definição de fusão étnica, e porque elas modificaram seu espetáculo para um público Americano em um palco Americano.

O formato de Bal-Anat foi imitado por todos os Estados Unidos, embora as novas praticantes normalmente não soubessem de onde o estilo originou-se. "Realmente, muitas pessoas pensavam que ele era a 'idéia genuína' quando na realidade era metade  genuíno e metade falso". Os expectadores na Feira pensaram que testemunharam danças autênticas embora o folheto os informasse que o grupo era de muitas tribos. Jamila especula que é de onde a expressão "dança tribal" originou-se. Enquanto dirigia a Bal-Anat para a Renaissance Pleasure Faire, Jamila continuou a treinar suas alunas no estilo de cabaré. Ela freqüentemente as mandava se apresentar nas várias boates na Área da Baía de São Francisco até mesmo depois que ela se aposentou de apresentação.

Masha Archer

Descontinuou seus estudos com Jamila uma vez que ela estava pronta para se apresentar nos clubes. Ela estudou com Jamila Salimpour durante dois anos e meio e uns semestres antes de fundar a Trupe de Dança Clássica de São Francisco que existiu durante quatorze anos (dos anos 70 até meados dos anos 80). De acordo com Masha, Jamila sentiu que a dança merecia um local melhor do que restaurantes e bares, mas não havia nada que poderia ser feito sobre isto: "Ela contava que tão desagradável quanto a cena podia ser, você tinha que aguentar aquilo porque era apenas uma competição na cidade".

A disciplina original de Masha foi extraída e ela usou a dança para expressar as linhas que ela imaginou. Ela considera que sua herança artística é inspirada por algo especial e responsavelmente usa qualquer parte que deseja:

Ela não usa qualquer rótulo no momento de definir seu estilo. Era simplesmente "Dança do Ventre". Carolena Nericcio, membro da sua trupe durante sete anos, comicamente chama estilo de Masha, a "Tribal Art Noveau (Nova Arte Tribal), porque ela queria que seu traje refletisse mais que uma mistura de arte Européia".

A abordagem de Masha ao figurino foi influenciada por Jamila, mas ela a empregou também "em um ecletismo aquisitivo explorador e maluco. "Nós enxergamos como uma espécie de Européia, Parisiense-Tunisianas com um visual tribal Bizantino muito forte, o que foi completamente inventado." Masha persistiu que o visual era aparentemente autêntico por causa das jóias tribais e peças antigas do Oriente Médio e Europa. Ela referiu-se a ele, apesar, como "Americano Moderno Autêntico" por causa do conceito Americano de tomar liberdades com autenticidade e origens.

Carolena Nericcio

Carolena Nericcio começou a estudar com Masha Archer aos quatorze anos de idade. Ela treinou com Masha durante sete anos antes do início da FatChance BellyDance em 1987. A FatChance é uma mistura das duas metodologias em termos de figurino e formato de palco. O formato de estilo tribal veio da Jamila: "...o coro, a montagem do coro de meia-lua e as dançarinas saindo individualmente para fazer uma pequena rotina de dois ou três minutos e depois voltando para o coro". Elas seguem o estilo da Jamila de usar trajes pesados mas o estilo da Masha de ter o mesmo visual de fusão para cada uma. Carolena enfatiza a  suas alunas a mesma presença de palco e personalidade em público que Masha e Jamila ensinaram. Ela também preserva toda a intensidade do encorajamento das dançarinas entre si com zhagareets (zagrutas) (a ululação vocal) durante uma apresentação. Uma ligação direta à Masha é a postura, mantendo o tórax erguido e gracioso e mantendo uma consciência de integridade.

Masha tomou liberdades com esta forma porque ela sentia que era permitido por sua herança artística. Carolena, no entanto, executou a dança  próximo a suas raízes culturais usando principalmente música folclórica da África do Norte e Oriente Médio e mantendo os movimentos básicos para dança do ventre:

Carolena tem um profundo respeito pela cultura de onde a dança do ventre se origina. Mas ela também se considera uma artista que quer reunir peças convenientes: "Eu quero ser capaz de promover esta cultura por idéias mais criativas mas eu também quero defendê-la de pessoas que desmontariam a estrutura dela". Fiel à natureza cigana de adaptabilidade para sobrevivência, a ênfase principal na sua estrutura é um "estilo esteticamente agradável", o que fornece um bom espetáculo. A FatChance dança músicas que as inspira e contribui para o sentimento tribal folclórico da trupe. Quando perguntaram se ela via Estilo Tribal Americano como puramente Americano ou como uma forma diferente do contexto cultural, Carolena respondeu que ela era ambas. Às vezes ela é mais Americana e às vezes ela é mais Egípcia.”

O que é muito importante, entretanto, é que as dançarinas mantêm o espírito fiel à cultura. Carolena sabe a importância de permanecer fiel ao contexto cultural, mas ela sabe que o Estilo Tribal Americano está aqui para ficar e constantemente evoluirá. Ela reconhece que as dançarinas têm uma responsabilidade de trazer mais integridade à dança e manter o espírito das raízes culturais. Porém, ela tem sentimentos opostos sobre como ela gostaria de ver esta dança evoluir nos próximos cinqüenta anos. Parte dela gostaria de ver a dança ganhar status teatral respeitável no palco. Mas ela também percebe que uma parte importante seria perdida porque a essência da dança é a interação com as pessoas "bem ali nas ruas".

A linhagem Americana desta forma de dança representou circunstâncias variadas para a sua evolução. Jamila Salimpour iniciou a Bal-Anat por necessidade econômica e representava várias regiões em seu repertório de dança. Masha Archer estava mais preocupada com a beleza da forma de dança e se desligou da cultura original. Carolena Nericcio modifica a dança para manter o público entretido, mas sempre mantém o espírito da cultura dos ciganos do Oriente Médio. O fator de união das três professoras na linhagem de Estilo Tribal Americano é a paixão pela essência da forma de dança em vez de representar uma réplica exata das dançarinas ciganas originais.


Texto Original - Aqui


Texto extraído do Blog Tribal Mind
*por Rina Orellana Rall, principal dançarina FCBD 1988-1998
Tradutora: Suzana Guerra | Revisão: Aline Oliveira

Visite e curta: Nossa Tribo & Nossa Dança

DRILLS - Arabic Part 2 with Seba of WildCard Be...

Arabic, parte 2 - faz parte do repertório de ITS do WildCard BellyDance, e o vídeo explicado por Seba Blanchard.



Seba of WildCard BellyDance continues her break-down of "Arabic" in the WildCard ITS format. Part 2 teaches more advanced variations such as Shimmy Overlay and the Arm Plunge finishing up with a drill of Arabic variations to music from our recent CD Tribal Collaborations.